quinta-feira, 19 de maio de 2016
Como Nascem as Bruxas
Quando o fel amargo da sina e a bílis negra do rancor brotam como ondas flamejantes nos
mares tempestuosos da alma e do coração de uma mulher, tome cuidado homem, anjo ou deus!... Porque a mulher é uma criatura misteriosa e estranha, muito além de santa e demônio ─ mata com o olhar e com o sentimento! Flui em suas veias o místico e rebelde sangue de Eva e em sua boca escorre a saliva peçonhenta e luxuriosa de Lilith. Carrega dentro de si o céu e o inferno, e a sua capacidade de amar e odiar é infinita. Portanto, tu, que estás a ler estas linhas, temei a mulher quando ela te odiar! A mulher é enigma e labirinto, amor e morte, paixão e ódio, arco-íris e relâmpago, poesia e cólera, luz e sombra, berço e túmulo!
Machucaste uma mulher? Se tu fores um homem, sofrerás; se tu fores um deus, perderás um seguidor.
São muitas as histórias de mulheres e muitas as de bruxas. Esta é uma delas. De bruxa e de mulher. Se tu, cristão, estás a ler estas linhas, é melhor persignar-te antes de continuar a leitura desta sombria e metuenda história!
Rebecca tinha dezoito primaveras naquele ano de 1692, em Salém. Mas para ela, então, não eram primaveras, mas sim outonos – outonos de tristeza, de ódio, de ojeriza ao seu fadário de réprobo.
Ela sabia que, se continuasse com a vidinha estúpida que levava em Salém, nunca seria nada na vida. A vida é assim, mormente para os miseráveis: as portas só são abertas para os fortes, pois aos tíbios é dado o veneno negro da vida e o labirinto da mediocridade. A porta do inferno é ampla e fica aberta noite e dia, por ela passam os fortes e ousados. A outra porta, mais estreita, é a do céu: passam por ela os que suportaram o sofrimento nos braços de Jesus, sem venderem sua alma e sem sucumbirem à angústia do fracasso. Mas Rebecca não queria o infortúnio como ingrediente básico do crescimento espiritual – queria a vida sem dor, a paixão, a lascívia sem sofrimento, no prazer, no gozo da carne.
Passam as estações da existência, e logo o outono imperava na vida de Rebecca. O outono do
infortúnio e da danação. Rebecca estava agora junto ao leito de seu amor, Joshua, já quase morto por uma doença terrível, algo muito pior que a lepra! Joshua parecia um zumbi. Sua aparência física era pior do que uma pessoa com anorexia em estágios finais. Joshua, o amor de Rebecca, que sempre rezara, sempre semeara o amor e o bem, mas agora ele estava morrendo. Os ossos pareciam querer furar a pele branca, cadavérica. A carne começava a ficar pútrida, fétida. Era praticamente um nauseabundo esqueleto vivo, e o olhar perdido, embaciado, fitava o nada da vida e sonhava com uma libertação na morte. A dor era tanta, que Joshua não mais falava, mas trauteava algo como um cântico profano em repúdio à dor excruciante da enfermidade satânica.
Rebecca tentava consolar Joshua, mas era inútil. O deus que Joshua adorara durante toda a sua vida agora o premiara com a negação de ajuda ante a terrível doença.
Rebecca ia perdendo a fé, mas num último hausto de esperança, olhou o crucifixo na parede. Ali estava Cristo, o crucificado. Uma prece, a última, a derradeira desprendeu-se dos lábios de Rebecca, como num murmúrio, como uma pétala da flor negra do desespero caindo, açoitada pelos ventos do destino cruel.
─Jesus, não o deixe morrer! Por favor, não deixe meu amor morrer!... Eu o quero perto de mim, preciso de Joshua, do seu amor e seu corpo, ao meu lado, me tirando da solidão da vida... Não, Senhor!... Não o deixe que o levem... Não me deixe sozinha neste mundo de sonhadores e desgraçados!”
O amor de Rebecca. O sofrimento de Joshua. O fardo da enfermidade consumindo-o como um veneno lento e inexorável. Joshua macilento, lúrido, às portas da morte, nas vascas da agonia. Rebecca desesperando, perdendo as ilusões, as esperanças do auxílio da mão divina...
Os olhos de Joshua pareciam dizer a Rebecca:
“Rebecca...estou caindo na escuridão...faz frio, agora...Ouça-me, querida...estou morrendo...é um vácuo a morte, e nele há o fim mas o começo de uma nova dor... Rebecca, me salva do inferno!”
Ao que Rebecca respondia, desesperada:
─ Não morra meu amor! Oh, não morra!
O último suspiro quase coincidiu com o trovão da tempestade, lá fora, na noite, que chegava como o veredicto da morte.
Logo, o temporal. A chuva. Lágrimas nos olhos de Rebecca.
Rebecca ainda tentou manter Joshua, seu amor, à vida, mas já era tarde. Sacudiu-o no leito, mas ele morria, ele morria! Estava agonizando, descendo ao reino das sombras, ao país dos mortos. A respiração cessava. O coração parava de bater. Uma frieza cadavérica apossava-se do corpo esquálido, carcomido pelo mal que lhe consumia.
Então sobreveio o horror. Uma coisa tenebrosa aconteceu! Joshua, agonizando, expeliu um grito final, de desespero e medo, que retumbou no quarto como retumbam os trovões do inferno, e concomitantemente, o corpo esquelético de Joshua começou a tremer como que atravessado pela eletricidade estranha e medonha da morte. Uma baba ou gosma sanguinolenta escorreu pela comissura da boca. A carne pútrida foi se desprendendo como que a derreter sob sóis infernais calcinantes, invisíveis ao olhar humano são. E os olhos saltaram das órbitas, e um cheiro nauseabundo evolou da pele lívida de Joshua, como uma emanação mefítica de mil carniças nas pradarias ardentes do inferno, até que o paroxismo do horror veio na forma do silêncio sepulcral e do rigor mortis.
Rebecca baixou a cabeça, vencida pelo horror, pelo medo, pelo desespero... E pelo ódio! Sim, ódio do destino, do descaso de Deus... Pois onde estivera Ele, enquanto Joshua morria, engolido pela morte?
Rebecca soltou um grito histérico, insano. Depois, parecia estar catatônica. Olhou o patético crucifixo na parede.
A ira. A loucura. O desespero. Ingredientes sinistros para uma transformação diabólica de alma. Tudo a envenenar a alma da jovem.
Rebecca apanhou a bíblia e alguns frascos de remédios de sobre o criado-mudo e, num ímpeto de selvagem loucura e ódio, pôs-se a atirá-los furiosamente sobre o crucifixo na parede, gritando blasfêmias e impropérios.
─ Maldito sejas tu, ó deus dos desgraçados! Porque deixaste meu amor morrer, Deus inútil? Por que não o salvaste? Eu respondo: porque és o deus dos tíbios!
Com o estrondo do trovão da tempestade lá fora, um pacto parecia selar-se nos recônditos da alma de Rebecca. E ela comemorou com uma gargalhada insana quando a luz súbita do relâmpago atravessou a vidraça da janela e iluminou-lhe o cenho rancoroso, antes de murmurar para si própria:
─ Doravante terei mil razões de vingar-me do destino, por mil eras eu te odiarei, ó Deus inútil dos fracos!...A magia do meu ódio será o legado que deixarei sobre esse vale de lágrimas, a Terra, de onde me tiraste aquele a quem amei, o meu querido Joshua!
Assim nascem as bruxas - nascem do desespero incoercível, do ódio contumaz e da rebeldia ante o corte dos liames da paixão pelas mãos divinas!...
Retirado do: Contos de terror http://www.contosdeterror.com.br/
domingo, 8 de maio de 2016
Arcanjo Azrael
Azrael é o Arcanjo da justiça islâmico. Ele também é o Anjo da morte na tradição e folclore Judaíco-Cristã.
O nome literalmente significa "aquele a quem Deus ajuda".Também é conhecido como Samael
Azrael, primeiramente conhecido como Azra, o descendente de Abraão e escriba da Babilônia. Nos primeiros anos do Cristianismo ele foi conhecido como Esdras, o profeta que profetiza a vinda do Messias. No início da história cristã foi dito que Azrael subiu aos céus sem realmente morrer. Ele foi mencionado pelo herege Marcião nomeado como "Anjo da Lei".
Antecedentes
Embora algumas fontes têm especulado sobre uma conexão entre o ser humano e Azrael sacerdote Esdras, Ele é geralmente descrito como um arcanjo , cuja longa história antecede a esta figura. Ao invés de simplesmente representa a morte personificada , Azrael é normalmente descrito em fontes islâmicas como subordinada à vontade de Deus "com o mais profundo respeito.
No misticismo judaico, ele é identificado como a personificação do mal, não necessariamente ou especificamente o próprio mal . Dependendo da perspectiva e preceitos de várias religiões em que ele é uma figura, Azrael pode ser retratada como residindo no terceiro céu .

Em uma de suas formas, ele tem quatro faces e quatro mil asas, e todo o seu corpo é constituído de olhos e línguas, cujo número corresponde ao número de pessoas que habitam a Terra . Ele será a última a morrer, grava e apagar constantemente em um grande livro, os nomes dos homens no nascimento e óbito, respectivamente.
Os homens de Marrocos, tinha o costume de raspar a cabeça, deixando um único tufo de cabelo em qualquer coroa, à esquerda ou à direita da cabeça, de modo que o anjo Azrael fosse capaz de
"puxá-los para o céu no último dia."
Na arte e literatura
Azrael, tanto como um personagem ou um mais conceito abstrato, tem sido adotado por diversos artistas, músicos, poetas e autores ao longo dos séculos para se expressar ou evocar uma variedade de diferentes significados e emoções no leitor - muitas vezes aproveitando a ressonância cultural do seu nome para o efeito.
O nome literalmente significa "aquele a quem Deus ajuda".Também é conhecido como Samael
Azrael, primeiramente conhecido como Azra, o descendente de Abraão e escriba da Babilônia. Nos primeiros anos do Cristianismo ele foi conhecido como Esdras, o profeta que profetiza a vinda do Messias. No início da história cristã foi dito que Azrael subiu aos céus sem realmente morrer. Ele foi mencionado pelo herege Marcião nomeado como "Anjo da Lei".
Antecedentes
Embora algumas fontes têm especulado sobre uma conexão entre o ser humano e Azrael sacerdote Esdras, Ele é geralmente descrito como um arcanjo , cuja longa história antecede a esta figura. Ao invés de simplesmente representa a morte personificada , Azrael é normalmente descrito em fontes islâmicas como subordinada à vontade de Deus "com o mais profundo respeito.
No misticismo judaico, ele é identificado como a personificação do mal, não necessariamente ou especificamente o próprio mal . Dependendo da perspectiva e preceitos de várias religiões em que ele é uma figura, Azrael pode ser retratada como residindo no terceiro céu .

Em uma de suas formas, ele tem quatro faces e quatro mil asas, e todo o seu corpo é constituído de olhos e línguas, cujo número corresponde ao número de pessoas que habitam a Terra . Ele será a última a morrer, grava e apagar constantemente em um grande livro, os nomes dos homens no nascimento e óbito, respectivamente.
Os homens de Marrocos, tinha o costume de raspar a cabeça, deixando um único tufo de cabelo em qualquer coroa, à esquerda ou à direita da cabeça, de modo que o anjo Azrael fosse capaz de
"puxá-los para o céu no último dia."
Na arte e literatura
Azrael, tanto como um personagem ou um mais conceito abstrato, tem sido adotado por diversos artistas, músicos, poetas e autores ao longo dos séculos para se expressar ou evocar uma variedade de diferentes significados e emoções no leitor - muitas vezes aproveitando a ressonância cultural do seu nome para o efeito.
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domingo, 1 de maio de 2016
A verdadeira história do conto "Alice no país das maravilhas"

A verdadeira história claro, não tem exatamente um conto feliz, muito pelo contrário é bem triste.
Cada personagem e objetos do conto, tem algo a ver com suas experiências em vida real.
O buraco por onde Alice vai ao País das Maravilhas, era na realidade a janela de seu quarto, por onde ela sempre pensava em fugir para poder conhecer o mundo lá fora.
O coelho branco, representava o tempo, do qual ela queria que passasse o mais depressa possível, para poder sair de seu quarto, onde esteve presa por tanto tempo.
O famoso Chapeleiro Maluco, era um dos que também estavam internados, ele era seu melhor amigo. Era alguém que a fazia se sentir melhor e criava teorias de como eram as coisas fora do quarto onde estavam. Porém ele sofria de Síndrome Bipolar, por isso no conto ele sempre estava diferente em cada situação.
A Lebre (companheira do Chapeleiro), era a garota que dividia o quarto com ele e esta sofria de depressão profunda, tanto que todas as vezes que Alice tentou se aproximar, a garota ficava em estado de terror e paranoia.
O gato de Cheshire era um dos enfermeiros que Alice mais confiava, porém ele a enganou e acabou por violentá-la. O sorriso que é tão marcado, na verdade tem um lado obscuro, era o que ele sempre abria cada vez que lhe abusava.
A Rainha Branca era sua mãe, uma mulher nobre e terna, que sofria por ter uma filha doente e tendo que abandoná-la em um sanatório. Alice só pensava que o mundo lá fora era um lugar melhor, pois sua mãe estava lá e que algum dia poderiam estar juntas e assim ela teria um tratamento melhor.Os Naipes eram os enfermeiros, e viviam seguindo ordens o dia todo.
A Lagarta Azul era sua terapeuta, era sempre ela que lhe dava respostas, explicando tudo o que acontecia com quem Alice conversava.
Tweedledum e Tweedledee eram gêmeos siameses órfãos, que também estavam no hospital. Mesmo que não possuíssem problemas mentais, o que justificava sua internação, era que tinham uma aparência assustadora.
O Rei de Copas era o médico psiquiatra do hospital. Tinha um complexo de inferioridade e por isso era incapaz de se opor às ordens da diretora.
Os frascos "Coma-me" e "Beba-me" eram as drogas que lhe davam, como eram extremamente fortes, Alice tinha a sensação de estar encolhendo ou crescendo.
Isso foi tudo criado em sua mente como se fosse um mundo paralelo no qual ela se sentia melhor. Sua irmã mais velha era uma das enfermeiras do sanatório e sempre anotava em um caderno todas as histórias de Alice. Ela por fim tentou fugir do local, mas sua tentativa foi frustada e assim recebeu vários castigos, no final Alice entrou em estado de coma, do qual ficou por vários anos e mais tarde chegou a falecer.
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domingo, 24 de abril de 2016
O Lado negro dos contos de fadas
serem demasiado passivos e acomodados. O que fazem Bela Adormecida ou Chapeuzinho Vermelho para merecer um final feliz?
As versões mais conhecidas dos contos de fadas são as adaptações produzidas pelos estúdios Disney na primeira metade do século 20. O filtro da cultura americana preservou o caráter de aventura e as lindas histórias de amor, mas acrescentou um viés ideológico, aumentou a polarização entre o bem e o mal e limou a rebeldia: Cinderela espera pelo príncipe encantado, a Bela Adormecida dorme até que ele chegue e a salve da maldição. Por isso, Karin vê as princesas modernas e batalhadoras que estão surgindo no cinema como mais próximas das figuras femininas que povoavam as versões mais antigas dessas histórias.
Os contos de fadas começaram a ser visto como “infantis” a partir dos Irmãos Grimm, que colecionaram vários contos alemães sob o nome de Contos de fadas para crianças. Mesmo assim, mantiveram a maioria dos detalhes sórdidos. Por que? Bom, precisamos lembrar que as crianças daquele tempo viviam em um mundo em que estavam muito mais expostas, convivendo mais diariamente e de forma direta com violência e morte. Ser devorado por um lobo, por exemplo, era um risco real.
Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
BELA ADORMECIDA
O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos.
A história: uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor. Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e a faz despertar.
Um dia, o rei que estrupou Tália, lembra-se de “sua aventura” com a bela adormecida e resolve ir visitá-la. A esposa desse rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas Jeannette e Amali Hassenpflug.
A história: Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos.
Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar.
Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada.
Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela.
Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda, Branca de Neve cuspiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida.
O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Enquanto a madrasta se arruma para o casamento, pergunta ao seu espelho quem era a noiva, e o espelho revela Branca estava viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente era Branca de Neve.
Então, Branca de Neve e o príncipe colocam um par de sapatos de ferro na brasa e vestem os sapatos na madrasta má, a fazendo dançar até cair morta.
CINDERELA
800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa.
Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault, que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm.
A história: A mãe de Cinderela veio a ficar doente e a falecer, mas antes de sua morte disse para a filha para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que logo apelidaram a menina de Cinderela. Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas saíram para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas.
No segundo baile, novamente Cinderela ficou em casa separando sementes, os pássaros após ajudá-la novamente, disseram para ela ir ao túmulo da mãe sacudir a arvore e fazer um pedido, ela foi, sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile, mas tinha que voltar a meia noite, no baile, dançou com o príncipe que logo se apaixonou por ela.
No terceiro baile, novamente Cinderela é obrigada a ficar em casa separando ervilhas e com a ajuda dos pássaros ela termina a tarefa e faz mais um pedido na arvore plantada no tumulo de sua mãe.
Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito. Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas. O príncipe encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.
A madrasta de Cinderela sabendo do que o príncipe havia proclamado, chamou suas duas filhas e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava a levando para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram ao príncipe que havia sangue em seus sapatos.
Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir. Novamente o príncipe enganado quase a levou para seu castelo, mas os pássaros a deduraram também, mostrando ao príncipe o sangue em seus sapatos. O príncipe voltou para a casa da madrasta e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria dizer, mas ele a pressionou até que ela falasse e fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele a pediu em casamento. No dia do casório, quando as irmãs de Cinderela tomavam o caminho da igreja, os pássaros bicaram seus olhos e elas ficaram cegas.
A PEQUENA SEREIA
A grande diferença nesse conto está em seu final. Ao invés de se casar com o príncipe e viver feliz para sempre, a pequena sereia na verdade é abandonada por ele logo após ela beber a poção mágica que lhe transforma em mulher. Mas, como tudo tem seu preço, a poção tem um pequeno efeito colateral: durante o resto de sua vida a pequena ex-sereia iria sentir uma dor tremenda nos pés, como se estivesse pisando constantemente em facas. Vendo a traição, alguém oferece um punhal para que ela tenha sua vingança. Mas, ao invés disso, ela pula no mar e morre.
A BELA E A FERA
não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é descrita como alguém que se parece com uma cobra.
Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além de Bela. Quando o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma rosa vermelha.
No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai embora, rouba uma rosa para sua filha.
Então a Fera aparece e fica furiosa e diz que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas.
O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera. Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e levar para sua casa.
Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá.
Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Quando ela aceita, ele se transforma em um lindo príncipe.
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segunda-feira, 11 de abril de 2016
Viajantes do Tempo
A ficção científica e a realidade colidem quando começamos a encontrar provas sugerindo que a viagem no tempo não é apenas possível, mas pode já estar acontecendo !
Não temos a certeza se as pessoas estão entrando e saindo de dimensões, usando tele transporte, ou voltando no tempo, verifique estes 10 eventos interessantes!
1. Celular No filme do Charlie Chaplin – 06 de janeiro de 1928
Nos extras do DVD de Chaplin, “O Circo”, as pessoas tiveram acesso a um curta-metragem e fotos
da premier do filme no teatro chinês de Grauman em 1928. Neste filme, parece que uma mulher está andando e falando em um telefone celular.
Como os telefones celulares não existiam em 1928 esta situação levou as pessoas a suspeitar de que é uma possível viajante no tempo. No entanto, isto não explica com quem ela estaria falando e qual torre de celular estaria usando. Talvez algo mais estaria acontecendo que nós não tenhamos pensado ainda, como um dispositivo mais avançado do que os que conhecemos atualmente.
Outros suspeitam que talvez esta pessoa estivesse usando uma corneta, mas isso não explica por que ela parece estar conversando e rindo no dispositivo.
2. Caso do Compact Disc (CD) em 1800

Uma pintura de 1800 mostra um homem segurando o que parece ser uma caixa decorada de CD.
A mais antiga forma de plástico não tinha sido inventada até meados de 1800 e (obviamente) Compact Discs não estavam em uso até os anos de 1980.
Você sabe o que ele está segurando ?
3. Bater e Correr – Vítima do Passado
Em meados de junho de 1950, um homem nos seus trinta anos chamado Rudolph Fentz vestindo roupas do século 19 foi atropelado por um carro e morto na Time Square, em Nova York. A investigação por um policial do NYPD revelou que o homem tinha desaparecido sem deixar rastro em 1876 com a idade de 29 anos.
Os itens em seu poder eram:
• uma ficha de cobre para uma cerveja
• um projeto de lei para o atendimento de um cavalo e a lavagem de uma carruagem
• uma carta de 1876
• 70 dólares e cartões de visita
Este homem parecia continuar com 29 anos e não havia nenhuma explicação de como ele passou de 1876 para 1950 !
4. A Conspiração do Projeto Montauk
Na estação da Força Aérea em Montauk dizem existir um túnel interdimensional em seu
laboratório subterrâneo que permitiu aos cientistas viajar de volta para 1943. Esta ideia foi transmitida por dois homens, o autor Preston B. Nichols e Al Bielek na década de 1980, quando eles começaram a “recuperar memórias reprimidas de quando trabalhavam no laboratório”.
5. Viajante no Tempo Moderno
Uma fotografia de 1941 tirada durante a reabertura da ponte South Fork em Gold Bridge, Canadá parece mostrar um viajante do tempo. Que é sustentado pela sua roupa, óculos de sol, e logomarcas impressas. Camiseta são muito modernas e ele está segurando uma câmera fotográfica portátil.
Nenhuma destas coisas existiam na década de 1940. As pessoas o apelidaram de o ‘ Viajante do Tempo Moderno’
6. A Experiência na Filadélfia em 1943
O Experimento Filadélfia é uma experiência militar naval que foi realizado pela marinha dos EUA
no estaleiro naval em Filadélfia, Pensilvânia, por volta de 28 de outubro de 1943.
Diz-se que o destróier escolta da Marinha dos EUA USS Eldridge era para ser tornado invisível para dispositivos inimigos e teletransportado da Pensilvânia para a Virginia. Alguns relatos afirmam que o navio de guerra viajou de volta no tempo por cerca de 10 segundos.
Neste exemplo, ele também mostra como tele transporte e viagem no tempo pode dar errado porque a tripulação acabou tragicamente reaparecendo dentro das paredes do navio e muitos deles não sobreviveram à viagem.
Em dezembro de 2008, arqueólogos chineses removeram a abertura de um caixão gigante no túmulo Si Qing localizado em Shangsi County, que afirmavam categoricamente não ter sido perturbado por 400 anos.
Em 1979, dois casais que viajavam pela França a caminho da Espanha hospedaram-se durante a noite em um antigo hotel. Após a sua estadia eles foram incapazes de encontrar o hotel e as fotografias que tiraram enquanto estavam hospedados no hotel também nunca se revelaram. Poderiam ter saltado para uma realidade alternativa ?
Não temos a certeza se as pessoas estão entrando e saindo de dimensões, usando tele transporte, ou voltando no tempo, verifique estes 10 eventos interessantes!
1. Celular No filme do Charlie Chaplin – 06 de janeiro de 1928
Nos extras do DVD de Chaplin, “O Circo”, as pessoas tiveram acesso a um curta-metragem e fotos
da premier do filme no teatro chinês de Grauman em 1928. Neste filme, parece que uma mulher está andando e falando em um telefone celular.
Como os telefones celulares não existiam em 1928 esta situação levou as pessoas a suspeitar de que é uma possível viajante no tempo. No entanto, isto não explica com quem ela estaria falando e qual torre de celular estaria usando. Talvez algo mais estaria acontecendo que nós não tenhamos pensado ainda, como um dispositivo mais avançado do que os que conhecemos atualmente.
Outros suspeitam que talvez esta pessoa estivesse usando uma corneta, mas isso não explica por que ela parece estar conversando e rindo no dispositivo.
2. Caso do Compact Disc (CD) em 1800

Uma pintura de 1800 mostra um homem segurando o que parece ser uma caixa decorada de CD.
A mais antiga forma de plástico não tinha sido inventada até meados de 1800 e (obviamente) Compact Discs não estavam em uso até os anos de 1980.
Você sabe o que ele está segurando ?
3. Bater e Correr – Vítima do Passado
Em meados de junho de 1950, um homem nos seus trinta anos chamado Rudolph Fentz vestindo roupas do século 19 foi atropelado por um carro e morto na Time Square, em Nova York. A investigação por um policial do NYPD revelou que o homem tinha desaparecido sem deixar rastro em 1876 com a idade de 29 anos.
Os itens em seu poder eram:
• uma ficha de cobre para uma cerveja
• um projeto de lei para o atendimento de um cavalo e a lavagem de uma carruagem
• uma carta de 1876
• 70 dólares e cartões de visita
Este homem parecia continuar com 29 anos e não havia nenhuma explicação de como ele passou de 1876 para 1950 !
4. A Conspiração do Projeto Montauk
Na estação da Força Aérea em Montauk dizem existir um túnel interdimensional em seu laboratório subterrâneo que permitiu aos cientistas viajar de volta para 1943. Esta ideia foi transmitida por dois homens, o autor Preston B. Nichols e Al Bielek na década de 1980, quando eles começaram a “recuperar memórias reprimidas de quando trabalhavam no laboratório”.
5. Viajante no Tempo Moderno
Uma fotografia de 1941 tirada durante a reabertura da ponte South Fork em Gold Bridge, Canadá parece mostrar um viajante do tempo. Que é sustentado pela sua roupa, óculos de sol, e logomarcas impressas. Camiseta são muito modernas e ele está segurando uma câmera fotográfica portátil.
Nenhuma destas coisas existiam na década de 1940. As pessoas o apelidaram de o ‘ Viajante do Tempo Moderno’
6. A Experiência na Filadélfia em 1943
O Experimento Filadélfia é uma experiência militar naval que foi realizado pela marinha dos EUA no estaleiro naval em Filadélfia, Pensilvânia, por volta de 28 de outubro de 1943.
Diz-se que o destróier escolta da Marinha dos EUA USS Eldridge era para ser tornado invisível para dispositivos inimigos e teletransportado da Pensilvânia para a Virginia. Alguns relatos afirmam que o navio de guerra viajou de volta no tempo por cerca de 10 segundos.
Neste exemplo, ele também mostra como tele transporte e viagem no tempo pode dar errado porque a tripulação acabou tragicamente reaparecendo dentro das paredes do navio e muitos deles não sobreviveram à viagem.
7. Sir Victor Goddard Voando Para o Futuro
Em 1935, Sir Victor Goddard, um oficial da força aérea real Britânica, estava pilotando seu avião sobre um campo de pouso abandonado em Drem, Edimburgo. Durante sua jornada sobre o aeródromo, ele ficou chocado quando olhou para baixo e viu a pista completamente reformada e agora estava em uso pelos mecânicos em macacões azuis e ocupada por quatro aviões amarelos estacionados na pista.
Quatro anos mais tarde, em 1939, a real Força aérea começou a pintar seus aviões de amarelo e os uniformes dos mecânicos foram trocados para o azul. Foi isto uma premonição, mudança interdimensional ou um salto para o futuro ?
8. Prova de Viagem no Tempo em Túmulo Chinês ?
Em dezembro de 2008, arqueólogos chineses removeram a abertura de um caixão gigante no túmulo Si Qing localizado em Shangsi County, que afirmavam categoricamente não ter sido perturbado por 400 anos.
Quando removeram a área em torno do caixão, no entanto, eles ficaram chocados e espantado por encontrar um pequeno pedaço de metal em forma de um relógio, com o tempo congelado às 10:06. Além disso, a palavra “Suíço” estava gravada na parte de trás do artefato.
Se o túmulo não foi realmente perturbado por 400 anos, como estava ali um artefato moderno ? Talvez tenha sido abandonado por um viajante do tempo ?
9. O incidente em Moberly Jourdain´
Em 1901, duas mulheres afirmam que viajaram de volta no
tempo. Enquanto elas estavam visitando um pequeno castelo em Versalhes, elas dizem que de repente estavam na época da revolução francesa. Viram muitas pessoas famosas da época, incluindo Maria Antonieta e o conde de Vaudreuil.
10. O Hotel Vanishing
Em 1979, dois casais que viajavam pela França a caminho da Espanha hospedaram-se durante a noite em um antigo hotel. Após a sua estadia eles foram incapazes de encontrar o hotel e as fotografias que tiraram enquanto estavam hospedados no hotel também nunca se revelaram. Poderiam ter saltado para uma realidade alternativa ?
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sábado, 2 de abril de 2016
Fadas
Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas.
Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.
O escritor e folclorista inglês Joseph Ritson, na sua dissertação On Faries, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos.
As fadas de Cottingley
Um dos mais estranhos destes relatos citados por Schoereder em seu livro (e que ficou conhecido como as fadas de Cottingley), é o que envolve duas primas, as adolescentes inglesas Elsie Wright e Frances Griffiths, que em 1917, ao se fotografarem mutuamente num jardim, acabaram revelando também imagens de pequenas criaturas aladas, apontadas como fadas e duendes. O caso foi parar nos jornais e as fotos, publicadas no Strand Magazine em 1920, despertaram a atenção até mesmo de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Doyle, que era um seguidor do espiritualismo, acreditou na veracidade das fotos e chegou mesmo a escrever um livro onde defende suas convicções, The Coming of the Fairies ("A Vinda das Fadas"). Na época (ou posteriormente), não foi verificada nenhuma evidência de montagem fotográfica nas imagens, e a autenticidade das mesmas tornou-se assunto de discussão, com adversários e defensores das mesmas digladiando-se nos jornais.
Interrogadas, Elsie e Frances afirmaram que apenas elas podiam fotografar as fadas, e que mais ninguém poderia estar presente em tais momentos. Houve apenas uma testemunha independente das cenas visualizadas pelas adolescentes, o escritor teosofista Geoffrey L. Hodson, que confirmou o relato das duas.
No início dos anos 1970, Elsie e Frances, agora senhoras idosas, foram entrevistadas pela BBC e insistiram na autenticidade das fotos. Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" (Schoereder, s/d., p. 27). Embora isso possa soar como uma confissão de fraude, Schoereder defendeu Elsie e Frances com um argumento retirado da parapsicologia: elas poderiam ter a capacidade de registrar numa película fotográfica, imagens vistas em seus pensamentos.
Mas finalmente em 1982, numa entrevista à Joe Cooper, Elsie e Frances admitiram que haviam forjado as quatro primeiras fotografias, sem precisar usar qualquer habilidade fotográfica: as fadas e duendes eram simplesmente recortes de papel, presos no matagal com alfinetes de chapéu. A evidência para isto fora encontrada anos antes, em 1977, por Fred Gettings. Ele havia descoberto num livro infantil, Princess Mary's Gift Book, publicado por volta de 1914 e que as duas meninas podem ter visto, um poema de Alfred Noyes intitulado "A Spell for a Fairy" ("Um feitiço para uma fada") ilustrado por Claude Shepperson. As fadas que aparecem na ilustração, embora com vestidos diferentes, são obviamente a origem das poses de três das quatro fadas que surgem na primeira foto de Frances tirada por Elsie, em julho de 1917.
Conforme citado por Kronzek (2003, p. 131), "Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, sublinhou ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos — mas, ainda assim, ninguém os notou."
A hierarquia
Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
Elementais, Espíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo).
Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.
Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).
Elementais das águas: representados pelas ninfas, ondinas, espíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.
E aí gostou da postagem? Confira o video a seguir e nos diga se você acha que as fadas são reais ou não.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Mitologia grega Pandora
Origem
Na mitologia grega, Pandora ("a que possui todos os dons", ou "a que é o dom de todos os deuses") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.
Pandora era a filha primogênita de Zeus que, aos 9 anos de idade, recebeu de presente de seu pai o colar usado por Prometeu que foi retirado dele ao pagar a sua pena por roubar o fogo dos deuses. Pandora, então, arranjou uma caixa para pôr seu colar, a mesma caixa em que ela guardou a sua mente e as lembranças de seu primeiro namorado, cujo nome era Narciso. A caixa podia apenas guardar bens de todo o tipo, com exceção de bens materiais. Como o colar era um bem material, ele se auto-destruiu.
Para Pandora o colar tinha valor sentimental, o que a fez chorar por muitos dias seguidos sem parar. Como a caixa guardava lembranças com a intenção de sempre recordar-las ao "dono", Pandora sempre se sentia triste. Tentou destruir a caixa para ver se ela se esquecia do fato, mas não funcionou, a caixa era fruto de um grande feitiço, que a impedia de ser destruída. Pandora então, aos 36 anos, se matou. Não aguentou viver mais de 27 anos com aquela "maldição".
Caixa de Pandora
A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutre Éton todos os dias,alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Epimeteu acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade.
Interpretação
Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesíodo não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (καλὸν κακὸν/kalòn kakòn).
O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior.
Eles não viveriam o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.
Um outro símbolo está inserido neste mito. A jarra (pithos) nada mais é que uma simples ânfora: um vaso muito grande, que serve para guardar grãos. Este vaso só fica cheio através do esforço, do trabalho no campo, seu conteúdo então simboliza a condição humana. Por conseqüência, será a mulher que a abrirá e a servirá, para alimentar a família.
Uma aproximação deste mito pode ser feita com a Queda de Adão e Eva, relatada no livro do Gênesis. Em ambos os mitos é a mulher, previamente avisada (por Deus, na Bíblia, ou, aqui, por Prometeu e por Zeus), que comete um erro irremediável (comendo o fruto proibido, na Bíblia, ou, aqui, abrindo a caixa, ou jarra, de Pandora), condenando assim a humanidade a uma vida repleta de males e sofrimentos. Todavia, a versão bíblica pode ser interpretada como mais indulgente com a mulher, que é levada ao erro pela serpente, mas que divide a culpa com o homem.
A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.
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