quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Procissão das almas - Lenda Urbana


   A Lenda da Procissão das Almas, conta sobre uma velha, que vivia sozinha na sua casa, e por não ter muito que fazer, nem com quem conversar, passava a maior parte do dia olhando a rua através da sua janela, coisa muito comum no interior.

   Até que numa tarde quando estava quase anoitecendo ela viu passar uma procissão, todos estavam vestidos com roupas largas brancas (como fantasmas) com velas nas mãos e ela não conseguia identificar ninguém, logo estranhou, pois sabia que não haveria procissão naquele dia, pois ela sempre ia à igreja, e mesmo assim quando havia alguma procissão era comum a igreja tocar os sinos no inicio, mas nada disso foi feito.

   E a procissão foi passando, até que uma das pessoas que estava participando parou na janela da velha e lhe entregou uma vela, disse a velha guardasse aquela vela e que no outro dia ela voltaria para pegá-la.
Com a procissão chegando ao fim a velha resolveu dormir, e apagou a vela e guardou-a.
No outro dia, quando acordou, a velha foi ver se a vela estava no local onde ela guardou, porém para sua surpresa no local em que deveria estar a vela estava um osso de uma pessoa já adulto e de uma criança.


   Horrorizada, a velha senhora persignou-se e rezou o credo com devoção e fervor, repetindo esse procedimento algumas vezes durante o dia.
Um longo dia, por sinal, mas que finalmente se foi, como é o destino inexorável de todos eles.
E então, pouco antes da meia-noite, ela, trêmula de medo, devolveu os ossos e duas velas bentas à figura embuçada que lhe apareceu diante da janela, recebendo da mesma a seguinte recomendação: ”Que isto te sirva de lição, pois a Procissão das Almas não é para ser vista pelos viventes”.

   Dizem que a Procissão das Almas, em Mariana, é baseada nessa lenda, e por isso os devotos que dela participam usam os mesmos trajes e aparatos descritos pela senhora que presenciou a Procissão das Almas.


Fonte: Blog Lendas do Brasil
Link: http://lendasdobrasil.blogspot.com.br/



sábado, 3 de setembro de 2016

Não olhe para traz

   Eu me chamo Marcelo, sou um grande amante do terror, e desde pequeno sempre gostei desse tema, já assisti pode se dizer todo tipo de filme de terror já lançado, desde o trash ao snuff, já li vários altores de terror como por exemplo, Edgar Allan Poe, Stephen King, H. P. Lovecraft entre outros, mas ultimamente tenho assistido muitos vídeos em um site bem conhecido no mundo todo o famoso YouTube, la tive o prazer de encontrar vários narradores muito talentosos como por exemplo, Sigma Terror, David Herick, JC do TerrorTube, SobreviventesDoTerror entre outros, mas tem outro que eu não vou revelar o nome, ele é o melhor narrador de todos e usa uma frase de impacto no final de seus vídeos que eu adoro e me sinto desafiado a fazer "Não olhe para traz" toda a vez que ele falava isso, eu olhava e sempre falava, "HUM como sempre nada de anormal"


   Mas já faz muito tempo que ele não posta vídeos, tentei descobrir o motivo, fui em todas as redes sociais dele, mas ele não entrava em nada, nenhum sinal de vida.

   Eu já esta a muito tempo esperando por um video novo mas nada, e eu já estava pensando em me desinscrever do canal, quando...

   Como por milagre dois dias a traz eu estava na casa da minha namorada a Lucy que por sinal é apaixonada por terror também.

   Estávamos vendo um video no canal da Tia Jade o Mundo Paranormal que falava sobre um ser que se apoderava das almas das pessoas enquanto elas dormiam.

   De repente vi em meu celular uma notificação de uma postagem de um video novo no canal desse youtuber que tanto gosto, fiquei mais um tempo com minha namorada vendo uns vídeos e curtindo um pouco, mas não quis ver esse vídeo na casa dela, esse eu queria ver sem ninguém no escuro e com o headset no máximo para ter a melhor experiencia possível.

   Mas como me distrai com minha namorada e perdi um pouco a noção do tempo, e já estava um pouco tarde e no dia seguinte tinha de levantar bem cedo para poder ir trabalhar resolvi deixar o video marcado no meu favorito para ver assim que chega-se no dia seguinte do trabalho.


   Na manha do dia seguinte levantei sedo e fui para o trabalho, o dia transcorreu como muitos outros, mas por mais que o dia estive-se puxado o dia não corria pelo contrário ele se arrastava feito uma lesma, finamente depois de muito esperar o dia chegou ao fim e pude ir para casa.

   Chegando em casa eu fui tomar um banho e pegar algo para comer e corri o mais rápido possível para o meu pc, liguei e fui direto no YouTube, cliquei no video que eu havia marcado como favorito no dia anterior, deixei carregar um pouco me ajeitei na cadeira apague a luz e pronto, tudo preparado para eu me divertir com esse que prometia ser um dos seus melhores vídeos.

   O video se chamava "Um demónio me observa" achei muito interessante e apertei o play ele se apresentou como de costume e logo começou a contar a creepy.


   Eu tinha acabado de acordar, era um sábado por volta das 8:35 am, fui ate a minha cozinha peguei um café e me dirigi para a varanda da minha casa.
Estava muito frio, havia nevado na noite anterior, e as crianças faziam barulho e se divertinham, fazendo guerrinha de bolas de neve.


   Eu me acomodei em minha cadeira de balanço enquanto olhava as crianças se divertirem, dei algumas risadas com as trapalhadas de algumas delas, ate que eu notei algo fora do comum.

   Um menino com um moleton escuro estava do outro lado da rua, parado, sem brincar com ninguém, ele só ficava la olhando em minha direção, foi então que eu notei, ele não parecia com nenhuma criança que eu já havia visto na vizinhança, me levantei e fui ate a beira da varanda pra poder observa-lo melhor, então eu vi uma coisa que para mim só poderia ser coisa de series e filmes de terror, os olhos daquele menino eram negros como a noite, eu nesse momento senti a minha alma gelar e toda a felicidade parecia que tinha desaparecido da minha existência, um vazio tomou conta da minha alma, e foi ai que eu pude ouvir em minha mente uma voz que dizia "Eu observo você a muito tempo, a sua alma ainda será minha", quando dei por mim o garoto já não estava mais parado do outro lado da rua ele estava correndo em direção a um pequeno bosque que ficava atrás das casas dou outro lado da rua.

   De imediato como por impulso sai da minha varando e fui atras do menino, atravessei a rua e passei pelo quintal de uma das casas que dava de fundo para o bosque, la chegando não consegui ver as marcas das pegadas do menino na neve que se depositara na noite anterior, era como se ninguém tivesse passado por ali, parei olhei ao redor e pensei por um breve memento, " como isso é possível, será que eu estou ficando louco, será que tudo não passou de minha mente pregando uma pesa em mim" resolvi voltar para minha casa meio confuso ainda com tudo que havia acontecido.


   O restante do dia transcorreu normalmente não vi nem ouvi mais nada e acabei-me esquecendo do ocorrido naquela manha, quando fui me deitar e já estava quase que pegando no sono, comecei a ouvir um barulho bem baixinho no canto do meu quarto perto do meu armário, quando me virei para meu desespero me deparei novamente com aquele mesmo menino olhando novamente para mim e a única coisa que deu tempo de eu fazer antes de morrer com suas mãos em minha garganta foi ouvir ele falando para mim, enquanto me asfixiava "você não deveria ter me matado papai, se você tivesse deixado a mamãe viva a gente estaria aqui com você, mas você matou e a gente, a mamãe esta com muita saudade e eu vim buscar você, para nunca mais ficarmos sem o seu carinho, papai eu te amo mesmo você tendo matado a mim e a mamãe"


   Depois de toda essa narrativa o narrador fez mais uma vez o seu encerramento de video "Não olhe para traz" admito que nesse dia eu fiquei com um pouco de receio de olhar novamente para traz pois a voz do narrador estava um tanto que diferente depois da historia, mas eu querendo provar para mim mesmo que nunca tive e nunca teria medo dessas cosias, pois sou muito acostumado desde pequeno me virei, e nada aconteceu, dei uma risada e me voltei novamente para o pc, foi ai que.


    Fiquei totalmente paralisado, na minha frente estava um ser com um capuz que cobria a metade do seu rosto e um ar frio tomou conta de todo o lugar, eu não sabia o que fazer, foi ai que a criatura se inclinou aproximou a sua boca da meu ouvido e disse, você tem mesmo certeza de que tudo que você ouviu ate agora foi apenas uma mera história. Ele sumiu da mesma forma que surgiu e eu até agora n sei dizer se tudo isso foi um sonho ou não mas garanto para todos vocês que nunca mais voltarei a olhar para traz



Caso queira veja a narrativa




Escritor: Morte – SobreviventesDoTerror / SobreviventesDT.  





domingo, 28 de agosto de 2016

Quem eu sou?

   Uma noite quando eu tinha uns 10 anos eu estava em meu quarto.
   
   Já era tarde da noite e eu estava começando a pegar no sono, quando.

   Escutei uns barulhos muito altos vido do quarto dos meus pais, eu não sabia o que era, mas como eles brigavam regulamente não achei estranho e voltei a dormir.

   A noite transcorreu como muitas outras, mas pela manhã minha mãe sempre vinha me acordar, fiquei esperando ela na cama como de costume, mas o tempo foi passado e nada de mamãe vir me chamar, comecei a achar estranho e resolvi ir até o quarto dos meus pais para ver que se passava e o porquê da minha mãe não ter vindo me acordar.


   Eu queria nunca ter entrado naquele quarto, pois a sena que vi foi à coisa mais terrível que qualquer pessoa poderia imaginar, eu encontrei os meus pais mortos de uma forma brutal seus corpos estavam destroçados eu sai de lá correndo, passei pelo corredor e desci as escadas fui até a porta tentei abrir, mas ela estava trancada foi ai que me lembrei do telefone e liguei para a polícia mesmo estando muito assustado.

   Não levou muito tempo e eles chegaram, não entendi na época o que eles ficaram fazendo em minha casa, mas eles me levaram para um lugar cheio de policiais onde me fizeram várias perguntas, das quais eu não soube responder a grande maioria delas.

   Depois de perguntarem tudo que queriam para mim, me deixaram ir com meus avós para a casa deles.

   Minha avó chorava muito no caminha de casa e meu avô tentava acalma-la.

   Os dias foram passando e a vida como posso dizer ia volta ao normal, mas sempre lembrava dos meus pais e sentia muita falta deles, pois mesmo eles brigando muito entre si eram bons para mim.

   Era perto do natal quando mais uma vez eu estava em meu quarto quase dormindo ,quando escuto novamente o mesmo barulho alto só que dessa vez vindo do quarto dos meus avós , eu não podia acreditar que tudo aquilo estava acontecendo novamente, aliais eu não queria que estivesse e me escondi embaixo das cobertas, rezando para que fosse apenas a minha imaginação, mas a quem eu queria enganar... Estava mesmo acontecendo novamente e no dia seguinte tudo novamente, a polícia me interrogando e investigando a casa dos meus avós.

   Mas dessa vez a polícia achou muito estranho dois assassinatos idênticos e com o mesmo sobrevivente, eu fui condenado, mas não a prisão e sim a ser internado em um sanatório para ser tratado com remédios fortes para me curar de minha insanidade.


   Depois de um tempo no sanatório, eu me lembrei de algo que eu e mais três amigos fizemos uma semana antes da morte de meus pais.

   Nós fizemos uma brincadeira para poder falar com espíritos, mas nada aconteceu e eu e meus amigos achando era mentira a brincadeira, paramos de brincar sem pedir licença para poder sair, fomos brincar de outras coisas e o tempo passou e hoje eu acredito que algo deu errado naquela brincadeira, pois sou atormentado por espíritos que ficam me mandando fazer coisa que eu não me lembro quando estou são.

   Uma enfermeira que gostava muito de mim falou me uma vez que quando eu estava tendo uma crise soltei uma gargalhada medonha e por esse motivo que, muitos passaram a me chamar de risonho, mas meu nome é Jack e eu não gostava desse apelido de risonho.



   Hoje eu já sou adulto e não estou mais no sanatório, eu me tronei um assassino procurado em muitos lugares às vozes ainda ecoam em minha mente, mas agora eu não mato só porque elas mandam agora eu mato por prazer, meu nome? Meu nome é JACK O RISONHO, mas você não acredita nesta história não é? Pois bem... Eu lhe mostrarei que isso tudo é real, pois eu estou indo atrás de você neste exato momento HAHAHAHAHAHAH.


Caso queira veja a narrativa





Escritor: Morte – SobreviventesDoTerror / SobreviventesDT.  



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Darkness Angels " O fim de Tudo"

   Depois que eles saíram, percebia a gravidade dos ferimentos de Aline. Decidi levá-la pessoalmente para um lugar seguro, mas Gabriela não queria que saísse dali sozinho, então mandou que um deles nos acompanhasse. Levei-a até minha casa e pedi ao anjo que a cuidasse. Porém, antes de eu voltar ao campo da batalha final, Aline acordou, muito fraca. Queria dizer algo, mas não conseguiu. Antes de perder a consciência, fiquei alguns momentos com ela, e pareceu que adormeci ali, mas senti que não havia. Saí dali e voltei ao campo de batalha, onde todos me aguardavam. A hora estava chegando e com ela, o fim da guerra. Nessa hora, falei para eles:



- Hoje, meus filhos, temos a chance de encerrar o mal e o caos. Lutem por suas vidas e por todos aqueles que não podem lutar, mas que confiam suas forças em nós.

   Houve uma ouvação depois disso e, então, a hora chegou.

- Está pronto para fazer isso? - indagou Gabriela.
- Não, mas é preciso.
- Que Deus nos guie.

   A rua onde estávamos mudara de repente. Havia se tornado um campo cercado por bestas de todos os tipos, esperando para atacar. Em uma parte do campo, havia um castelo, que era onde Paulo nos esperava.

- Atacar! - ordenei.

   Começamos o ataque em direção ao alvo, mas conforme nos aproximávamos mais do castelo, mais bestas, algumas indescritíveis, apareciam do nada e em quantidade assustadora. Então, eu, Gabriela e mais 3 anjos rumamos ao castelo, enquanto os outros nos davam cobertura.

   Logo que entramos no castelo, percebemos que estava lotado de armadilhas. Mesmo assim, continuamos tomando cuidado, mas, quando passamos por um corredor estreito, fomos trancados e o teto começou a descer contra nós. Tentamos destruir os portões, mas foi em vão. Quando já estávamos quase sendo esmagados, os arcanjos mandaram que quebrássemos a parede enquanto eles tentavam segurar o teto. Enquanto eu e Gabriela saímos, eles tentavam sair um a um, mas apenas um deles conseguiu sair. Os outros foram esmagados pelo teto.


   Sabíamos que não devíamos ficar nos lamentando. Tínhamos uma missão a cumprir. Quando chegamos na ante-sala do trono, pisamos em outra armadilha, fazendo com que um buraco fosse aberto no chão da sala, mostrando vários espinhos. Por muito pouco não acabou ali. Eu e Gabriela conseguimos nos salvar por um triz, mas o arcanjo não. Ele teve os espinhos cravados em todo seu corpo, atravessando-o.

   Por sorte ou azar, chegamos ao topo da torre, onde Paulo nos esperava.

- Pela primeira vez, estamos os três juntos.
- Pena não poder dizer que estou feliz pai, porque isso acaba hoje.
- O que acaba? Minha tentativa de voltar para onde nunca deveria ter saído.
- Sim.
- Não tem pena de mim?
- Nem um pouco.
- Que pena. Então vocês irão morrer agora.

   Ele abriu suas asas negras e veio nos atacar. "Preciso me defender e...", mas quando vi, já era tarde demais. Ele não veio me atacar, mas sim Gabriela. Mesmo ela sendo forte, não era páreo para ele. Ele a acertara no peito. Ela estava morrendo.

   Fui tentar socorrê-la, mas foi em vão. Antes de morrer, disse suas últimas palavras:

- Sonhos são visões do nosso passado, presente e futuro. Cabe a nós decidir se...

   Ela foi bruscamente interrompida e eu senti uma forte dor no peito. Paulo cravou a espada nos nossos peitos enquanto estávamos distraídos. Eu estava perdendo a consciência, mas mais do que isso, estávamos perdendo a guerra.

   Eu estava navegando num lugar escuro, pensando: "Então foi assim que tudo acabou? Todos nós morremos? Não. Esse não é o fim, eu não vou deixar".

   Quando me dei conta, estava de volta ao meu quarto com Aline ao meu lado, inconsciente. "Eu peguei no sono? Isso tudo foi um sonho? Se não foi, não irei errar novamente".

   Novamente, saí da minha casa e fui até o campo de batalha. Passo a passo, todo o meu sonho estava se concretizando. “Então realmente foi uma premonição”, pensei, enquanto subíamos a torre em direção a Paulo.

   Quando chegamos ao topo, novamente a mesma conversa. Apenas esperei o momento certo para atacá-lo, e quando ele foi em direção à Gabriela, lancei-me contra ele, impedindo seu ataque. Dali em diante, saquei minha espada e começamos a lutar. Enquanto lutávamos, alguns dos monstros que guardavam a porta da torre subiram, indo em direção à Gabriela, não lhe dando outra opção a não ser se defender.


   Por mais que tentássemos surpreender um ao outro, não conseguíamos. Embora eu lutasse com todas as minhas forças, parecia que não conseguia vencê-lo e ele também não conseguia me vencer.

   Esta luta estava se tornando cansativa para os dois.

- É hora de dar fim nesta luta. – disse Paulo – Nós dois já estamos exaustos. Concentre todas as suas forças no próximo golpe e vamos acabar com isso de uma vez por todas.

- A guerra acaba aqui. Você perdeu.

   Concentrei toda minha força na espada e avancei na sua direção, enquanto ele fazia o mesmo.

   Balançamos as espadas com todas as nossas forças. Quando nos acertamos, um trovão caiu ao fundo.
   A espada dele sequer chegou a me tocar. Mas, quando olhei para minha espada, ela estava banhada em sangue.

- Então é assim que acaba... – disse Paulo – Adeus, meu filho.

   Seu peito estava cortado de cima a baixo. Ele estava morrendo, e a guerra, finalmente acabando.

   Gabriela, que se livrou dos monstros que a atacavam, foi até o corpo de Paulo e disse:

- Um dia você mereceu o céu. Agora, vá para o inferno e pague seus pecados.

   Ela deixou Paulo ali e veio na minha direção.

- Nós vencemos. – disse ela.

   Olhei para baixo e vi meus anjos finalmente triunfarem. Eles olhavam na nossa direção e comemoravam nossa vitória.

- É...
- Não está feliz? Agora acabou.
- Ainda não. Tenho que fazer uma coisa.

   Levantei-me, meio cambaleante, e saí do castelo. Lá fora, todos me ovacionavam. Enquanto eles continuavam a comemorar ali, saí dali e voltei até minha casa. Tinha que avisá-la que finalmente tudo terminara.


   Quando cheguei, ela ainda estava dormindo. Sentei-me novamente ao seu lado, e ela acordou.

- Oi.
- O que aconteceu, e por que você está todo machucado? – disse ela, tentando esboçar alguma irritação.
- Acabou. Nós vencemos.
- O que?
- O que você ouviu. Chega de lutas. Agora poderemos viver em paz novamente.
- Isso é... Mas... Como?
- Da única maneira que poderia acabar: um de nós teria que cair. E, pelo que você está vendo, não fui eu. – disse, em tom irônico.

   Ela tentou se levantar para me abraçar, mas não conseguiu. Ainda estava fraca demais para isso.

   Mas agora não era mais preciso ter pressa. Deitei-me ao seu lado e a abracei. Adormecemos novamente, sabendo que, a partir de agora, o mundo seria totalmente diferente para todos nós...



Fonte: http://art-terror.blogspot.com.br/

domingo, 14 de agosto de 2016

Darkness Angels "O começo do fim" (PT7)

   Fiz menção para saírmos de lá, pois estava anoitecendo e o caminho de volta até minha casa não tinha muita iluminação, nos tornando presas fáceis para qualquer ataque surpresa.


   Quanto mais anoitecia, mai eu sentia que estávamos sendo seguidos, cada vez por mais pessoas, ou criaturas, não sabia, até que chegou ao ponto que estávamos cercados. Apenas nós dois contra uma horda de demônios. Percebi que entre eles, havia uma aura familiar, uma que já havia sentido antes...

   Ele.

   Virei-me e confirmei meu temor.. Meu pai estava ali, pronto para nos atacar. Antes, ele queria conversar:

- Vejo que descobriu a verdade, não?
- Não serei mais uma marionete sua para destruir os anjos.
- Por que se voltou contra mim? Por causa dela? - apontando para Aline.
- Por ela, e porque você mentiu para mim, só queria me usar.
- Não menti, apenas omiti a verdade. Não me entende? Fui banido de lá por causa de sua mãe, e agora quero voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Não tem pena de mim?

- Nem um pouco.
- Entendo. Que pena. Então vocês dois morrerão aqui, sozinhos.
- Morrer, até podemos. Mas sozinhos, jamais.

   Fiz o que Gabriela me disse caso estivesse em perigo: jogue um sinal de luz no céu, que a ajuda virá até você.

- Atacar! - ordenou Paulo.

   Havia centenas de demónios vindo na nossa direção. Deveríamos nos manter vivos até que a ajuda chegasse. Aline criou um escudo protetor em nossa volta e eu comecei a atacar aqueles demónios.

   Com minha espada, fui matando um a um, mas eram muitos, até mesmo pra mim. O escudo se desfez, pois Aline não tinha mais forças para mantê-lo. Com isso, vários demónios foram para cima dela.
- Não! - gritei.

   Fui até onde ela estava sendo atacada e matei os demónios que a atacavam, mas não antes deles deixarem-a muito ferida e inconsciente.

- Parem! - ordenou Paulo, pensando que ela morrera - E agora, meu filho? Sua amada está morta.

   Esse é o preço da sua traição.
- Você não merece viver. Eu vou te matar!

   No mesmo instante, via-se dezenas de anjos chegando. Vendo que perderia a batalha, Paulo disse, antes de fugir:

- À meia-noite, abrirei um portal para meu castelo. Se quiser terminar essa batalha, entre nele.


   Quando os anjos chegaram até nós, eles já tinham ido embora. Pedi para que um dos anjos levasse

   Aline até minha casa e lá ficasse, cuidando dela. Ele entendeu e a levou. Aos outros, ordenei que chamassem todos os anjos ao lugar que estávamos, pois seria hoje que terminaríamos a guerra. Irei me vingar por você, Aline...

" A maior ira que uma pessoa pode sentir é quando machucam alguém que você ama, pois você não descansará até fazer o outro sofrer toda a dor que causou. "


Continua...


Fonte: http://art-terror.blogspot.com.br/




segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Darkness Angels "A decisão" (PT6)

   Pedi esse tempo pois muita coisa aconteceu nas últimas 24 horas. Fui das sombras à luz, senti o verdadeiro amor, e muito do que se passou ainda não tinha compreendido. Ela, entendendo o que eu queria, deu-me um beijo e foi, dizendo que me encontraria no lugar que treinamos pela manhã, que, por acaso, era para onde iria agora, pois queria ver o pôr-do-sol e lá era o melhor lugar.



   Sentei-me, olhando o sol e notando a luta que estava havendo na minha aura para ver qual das forças iria predominar. Me distraí um pouco, mas pensei: " Por que? Por que logo eu, alguém que viveu calmamente durante dezessete anos, agora era disputado por anjos e demônios? Não sei. Vou rever o que me aconteceu nesses últimos dias. "

" Cinco dias atrás, deixei que as sombras me levassem, apenas por pura curiosidade. Fiquei cego por poder, e me deixei levar por aquela criatura, que é meu pai e que não me disse nada sobre minha verdadeira origem, querendo me usar para destruir os anjos. Ontem, conheço Aline, que dizia ser um anjo atrás dos seres das sombras. Como eu me dizia ser um, tremi, mas senti o amor que tenho por ela agora, suprimindo-o. "

" À noite, saí e acabei matando ciinco pessoas, à muito sangue frio e sem hesitação.. Me deixei ser guiado pelo instinto de matar. Depois disso, pela manhã, encontrei Aline e menti para ela, dizendo que eu era um anjo. Acreditando em mim, ela se abriu e me mostrou o amor que ela sentia por mim e seus poderes. Como foi-me pedido que eu mostrasse o que sabia fazer, tive que imitá-la e percebi que sabia muito mais que ela. "

" Então ela disse que me levaria até sua líder, Gabriela. Fui ao encontro dela e descobri finalmente a verdade, que eu era filho de dois anjos, e que um deles se tornou líder dos anjos, e o outro, líder dos demônios. Fiquei atordoado e saí dali, deixando que meus sentimentos fluíssem e que ficasse mais perto de Aline, pois a amava. Pedi um tempo para pensar e aqui estou. "

   Agora tinha que me decidir: a que lado iria ajudar? Ficar inerte seria impossível, e nem deixariam.    
   Iria ajudar aqueles que mentiram para mim e que me fizeram mostrar meu lado mais horrível, ou aqueles que falaram a verdade e me mostraram o amor? Já tinha tomado minha decisão.

   Nesse momento, ouço alguém se aproximar. Me preparo para atacar, mas vejo que era Aline e baixo a guarda. Ela chegou, se agarrando no meu braço e perguntando:

- Está um pouco melhor amor?

   Era a primeira vez que ela se referia a mim assim. Respondi:

- Sim, estou melhor. Já tomei minha decisão.
- Posso saber qual é?
-Pode sim. Pensei no que me aconteceu comigo, e decidi que irei defendê-la custe o que custar.

   A cena a seguir poderia ter sido tirada de um filme: um lindo pôr-do-sol, o céu com várias cores e um casal se beijando. Agora estava anoitecendo, e a noite pertence ás sombras...



" Há dois tipos de pessoas: as que são seua amigos e as que fingem ser. As que fingem, podem mentir pra você e te enganar, fazendo-o sofrer. Somente amigos de verdade são sinceros, e realmente se importam, te ajudando quando você mais precisa. "





Continua...


Fonte: http://art-terror.blogspot.com.br/




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Darkness Angels “A verdade” (PT5)


    Despedi-me de Aline e tentei dormir um pouco. Estava muito atordoado com o que aconteceu, fora o fato de que descobri que minha froça vinha de ambos os lados. Descansei por algumas horas, quando fui acordado por Aline, dentro do meu quarto. Surpreso e meio incomodado, perguntei a ela o que fazia ali, mas ela disse, em tom sério:


- Está na hora, vamos.
Entendi o que queria. Me vesti e fomos ao encontro de Gabriela. Só podíamos ir ao encontro dela na hora em que o sol brilhava com mais intensidade, ou seja, meio-dia. Esperamos que chegasse a hora, e quando chegou, fomos envolvidos por uma luz branca intensa, levando-nos a um salão enorme com um trono ao fundo, onde se via uma pessoa sentada. Era ela.

   Nos aproximamos, e quando a vi, percebi que a conhecia de algum lugar, mas não sabia de onde.

   Ouvi-a dizer, com a voz mais doce que já ouvi, as seguintes palavras:

- Finalmente retornou, meu filho. Esperei dezoito anos para ver você novamente.
" Espera aí, que história é essa de filho? "
- O que você disse? - perguntei.
- O que você ouviu, você é meu filho.

   Me despedaçei naquele momento. Agora entendi de onde saiu toda a força que tinha, a aura iluminada que recebi hoje. Mas pedi que me explicasse então, tudo que estava acontecendo e por que me abandonou. Ela começou a contar:

" Há dezoito anos atrás, vivíamos em harmonia. Tudo estava bem. Acabei me apaixonando por um anjo muito belo, chamado Paulo. Ficamos juntos, mas isso contrariava nosso líder na época, do qual não lembro o nome. Ele baniu Paulo desse templo, não dando-o outra opção a não ser aliar-se às sombras. Porém, ninguém percebeu que eu estava grávida. Sumi até você nascer e o deixcei com uma família humana para que não suspeitassem. Quando voltei, me tornei a líder. "

- E quanto a perseguição que meu pai está fazendo? É ele, não é?
- Sim, é ele. Deixe-me continuar.
" Depois que ele foi banido, reuniu um bando das sombras e foi atrás de você, Muitas vezes tentei impedir, e consegui, mas quando você quis conhecer esse mundo, nada pude fazer. Então enviei Aline para cuidar de você, pois ela já sabia quem você era, mas não que se aliara com seu pai. Esperava que o sentimento que nasceria entre vocês o trouxesse aqui. E trouxe. "
Entrei em estado de choque, sem qualquer reação. Disse que queria pensar um pouco. Então, eu e


   Aline saímos dali, ela já com seu tom doce de volta, se agarrando e me beijando. Estava meio perturbado, mas percebi que realmente a amava. Curti-a um pouco, aquela doce menina ao meu lado.

   Pedi que me deixasse só e viesse atrás de mim dentro de uma hora, antes do anoitecer, porque se algo desse errado, iriam atrás dela. Era a hora da decisão...

" Um forte sentimento se cria no mínimo vínculo, as vezes, apenas com um olhar. "


Continua...


Fonte: http://art-terror.blogspot.com.br/