terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Insanidade

                                                                                                       Autoria: Anjo e Morte 


3:15

   Acordei agora...
Tive um pesadelo horrível...
Eu estava sozinho numa sala escura ,sem saber para onde ia.
De repente parei, senti um vento gelado no meu pescoço, então eu me virei.
Não havia nada nem ninguém lá, apenas estava lá eu com a escuridão fria como companhia.
Senti outro arrepio e comecei a sentir-me observado.
Sim admito fiquei com medo, levei a minha mão ao bolço do casaco e por sorte ainda tinha o meu pacote de cigarros e um esqueiro.

   Dei um leve sorriso e acendi um cigarro.
Assim que o acendi fui atingido por uma luz forte que bateu contra os meus olhos.
Esfreguei meus olhos para que eles se habituassem á claridade.
Quando olhei para frente.... o meu corpo... o meu corpo gelou....
Na parede a minha frente estava uma menina com aproximadamente 5 anos de idade, ela estava presa a parede pelos braços, com roupas  velhas e rasgadas, parecia estar ali á dias sem comer ou beber.
Senti um cheiro de fezes, e presumi que eram dela.

   Corri em sua direção para tentar ajuda-la, mas assim que cheguei.... alguma coisa tomou conta de mim... eu... agarrei numa faca que estava   no chão próximo dos seus pés... e... comecei a fazer cortes em seu corpo...
Cada gota daquele sangue quente me dava mais prazer em continuar aquela monstruosidade.
Comecei a cortar cada vez mais fundo, e os seus gemidos de dor passaram a gritos de desespero.
Ao mesmo tempo que gritava perguntava repetidamente

"o que é que eu fiz de errado? Por favor para eu nunca mais vou me comportar mal para por favor".
 me deiche ir para minha casa eu estou com muito medo quero minha mamãe

   Eu estava cego, com a adrenalina á flor da pele.
Dei um soco em sua boa para ela parar de gritar mas não adiantou, então comecei a cortar cada um dos seus dedos, depois arranquei os seus lindos olhos verdes, e por fim arranquei todos os seus dentes.
Podia sentir que o meu trabalho já estava quase no fim ele era uma verdadeira obra de arte.
Cheguei perto dela e sussurrei no ouvido dela "não se preocupes princesa, a dor vai passar não tarda nada".

   A menina ainda estava viva mas não por muito tempo...
Ergui a faca sobre a cabeça e com toda a força cravei no peito dela.
Eu tinha terminado...
Ela estava morta, e eu era o culpado...
Saí da sala deixando o corpo inerte da menina para traz.
Depois disso acordei no meu quarto sem lembrar de nada.

   Assim que abri os olhos uma voz no meu ouvido disse "bom trabalho", mas quando me virei não havia ninguém lá.
Não sei se foi um sonho ou realidade... mas a verdade... é que... enquanto relato isso, sinto o sangue quente nas minhas mãos e no meu rosto e mais uma vez uma vontade de matar toma conta de mim...
então agora desejo a vcs kkkkkkkk
Shhhh bons pesadelos.kkkkkkkkk



                                         Veja o nosso vídeo para dizer o que vc acha dela narrada 





Sereias


   Na Mitologia Grega, são seres metade mulher e metade peixe (ou pássaro, segundo alguns escritores antigos) capazes de atrair e encantar qualquer um que ouvisse o seu canto.

   Seu número variava. Viviam em uma ilha do Mediterrâneo, em algum lugar do Mar Tirreno, cercada de rochas e recifes ou nos rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália.

   A sedução provocada pelas sereias era através do canto. Os marinheiros que eram atraídos pelo seu canto e se aproximavam o bastante para ouvir seu belíssimo som, descuidavam-se e naufragavam.

   Em geral são consideradas filhas do deus rio Aqueloo e da musa Melpômene ou de Terpsícore. Homero afirmou que elas podiam prever o futuro, o que condiz com divindades nascidas de Gaia.

   Elas participam da lenda de Odisseu e dos Argonautas, em ambos os casos eles resistiram ao seu canto. Os argonautas, por causa da música de Orfeu, e Odisseu por causa do conselho recebido de ser amarrado ao mastro e ordenar à tripulação tapar os ouvidos com cera para não escutarem o canto das sereias.

  As mais extensas referências a elas são as da Odisséia, as da Argonáutica, de Apolônio de Rodes. A mais antiga é a da Odisséia.

   Há muitos mitos na Grécia Antiga sobre sereias, alguns dizem que elas seriam mulheres que ofenderam a Deusa Afrodite (deusa da beleza e do amor) e como castigo foram viver em um ilha isolada. Em outros conta-se que elas eram ex-companheiras de Perséfone, filha de Zeus e Deméter, que foi raptada por Hades, Deus dos Infernos. Segundo a lenda, as sereias devem sua aparência a Deméter, que as castigou por terem sido negligentes ao cuidarem de sua filha

   As sereias eram representadas como grandes pássaros com cabeça e busto de mulher. Podemos encontrar sua figura presente em frisos, monumentos fúnebres, vasos da arte grega, estatuetas, jóias e outras obras.

   As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.


   Em nossos dias, utiliza-se ainda a expressão "canto da sereia" que designa algo que tem grande poder de atração em que as pessoas caem sem resistência.

   Na literatura moderna, as sereias inspiraram muito poemas e numerosas obras, como O Silêncio das Sereias, de Kafka (1917), A história da sereia, de E.M. Forster (1947), As sereias de Titã, de Kurt Vonnegut (1959), entre muitas outras.






segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Demonio Mamon


   Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica "Mamom" (מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Como ser,
Mamon representa o terceiro pecado, a Ganância ou Avareza, também o anticristo, devorador de almas, e um dos sete príncipes do Inferno. Sua aparência é normalmente relacionada a um nobre de aparência deformada, que carrega um grande saco de moedas de ouro, e "suborna" os humanos para obter suas almas. Em outros casos é visto com uma espécie de pássaro negro (semelhante ao Abutre), porém com dentes capazes de estraçalhar as almas humanas que comprara.


História


   Na era pré-cristã eram cultuados muitos deuses. Mamon, contudo, não era o nome de uma divindade e sim um termo de origem hebraica que significa dinheiro, ou bens materiais. No Evangelho, a palavra é utilizada quando afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13). O termo, no texto original, também é citada no Evangelho de Mateus:

   Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem traça nem ferrugem corroem e onde ladrões não minam nem roubam: Para onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração também. Ninguém
pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Mateus 6:19-24)


   Desta forma Mamon acabou por tornar-se, ao longo da história, e devido as diversas traduções da Bíblia, a representação de uma entidade maligna ou demônio.

   Mamon faz parte da trindade de satanás, ao lado também de Lilith.

domingo, 17 de janeiro de 2016

A origem da lenda dos vampiros

   Essa lenda é tão remota quanto a própria existência humana. A essência do vampiro como um monstro sugador de energia vital foi uma das primeiras manifestações culturais diante do desconhecido: as doenças. Nos primórdios, ninguém tinha esse conceito de "doença". O
corpo humano e sua complexidade eram absolutamente ignorados. Quando alguém começava a passar mal logo creditavam o fato a algo sobrenatural. Então surgiu a ideia de seres que se alimentavam da energia dos vivos, deixando-os naquele estado torpe até, talvez, levando à morte.

   Essa crença popular tem registro em culturas antiquíssimas como a mesopotâmica, a grega, a suméria, a babilônica, a asteca, a africana, a hebraica e muitas outras. Sendo o sangue o símbolo da vida, muitas acreditavam que os seres se alimentavam dele. Apesar da terem aparência variável nos mais diversos folclores, foi nos vilarejos da Europa central que eles começaram a se parecer mais com os vampiros de hoje. E serem documentados também. Espalhou-se por ali que os corpos de suicidas, excomungados ou não-batizados, quando a noite caía, levantavam do túmulo e voltavam para sugar o sangue de seus parentes (que se tornavam vampiros também) e depois voltavam para o cemitério na forma de morcegos. Isso gerou uma onda de pânico que resultou no assassinato de muitas pessoas por crer-se serem vampiras. Acontece que algumas das doenças que atacaram a Europa no séc XVIII, hoje conhecidas e desmestificadas, têm sintomas próximos aos relatos de vampirismo:

   Catalepsia: todos os sentidos vitais do corpo se tornam quase imperceptíveis e a pessoa, consciente, fica imóvel, sendo muito comum o diagnóstico de óbito. Porém, a pessoa desperta do estado após um tempo, podendo ser confundida com um morto-vivo.

   

Origens 

   A raiva ainda tem como característica ser transmitida por animais contaminados, o que pode ter creditado aos vampiros a capacidade de metamorfose. E, ainda por falta de conhecimento, eles se "certificavam" que a pessoa era um vampiro quando encontravam o corpo do cadáver com sangue fresco saindo pela boca. Hoje é sabido que, mesmo após a morte, a putrefação acaba expelindo o sangue. Além do agravante da raiva deixar o sangue liquefeito por um bom tempo após o óbito. E terras úmidas e frias (como as da Europa central) preservam melhor os cadáveres, mantendo-os mais tempo que o comum.

   Ainda há a crença judaico-cristã, que defende que o primeiro vampiro foi um personagem bíblico bem conhecido: Caim. Após matar o irmão e não se arrepender, ele teria sido amaldiçoado e se tornado o primeiro vampiro da história.

    O termo "vampiro", aliás, apareceu só no século XVIII na França, como "vampire", num documento que registra casos vampirísticos. A origem da palavra é muito questionada. Pode vir do russo upir, do húngaro vampir ou ainda do turco uber.

   Mas o ponto decisivo para a concepção do vampiro atual foi o famoso livro Drácula, de Bram Stoker, lançado em 1897. Inspirado no crudelíssimo príncipe Vlad Tepes Dracul, que governou a Valáquia (atual Romênia) na metade do século XV, o escritor misturou fatos históricos com várias crenças populares (tanto que, no livro, o vampiro vira lobo), aterrorizou gerações e perpetuou a imagem do vampiro nobre, sedutor e misterioso.

   As diversas manifestações que se seguiram foram creditando outras características ao monstro até ele virar o que é hoje: o personagem mais popular em livros, filmes, seriados e jogos. Sedutor, infantil, selvagem, cruel e até mesmo brilhante à luz do sol.

A origem do Lobisomem


   Na Grécia, o rei Lycaon tentou matar Zeus. Em outra lenda, Lycaon fez um sacrifício humano e a ira divina recaiu sobre ele. Ou Lycaon serviu a Zeus carne humana. Ou ainda Lycaon sacrificou ao deus o seu próprio filho. Em todas essas lendas, o final é o mesmo. O rei foi transformado para sempre em lobo como castigo. Mas se não se alimentasse de carne humana por dez anos, recuperaria o aspecto de homem.

   No século I, na Roma de Nero, Tito Petrônio Arbiter escreve o Satíricon. No capítulo LXII, Niceros, no banquete de Trimalcion, relata a história do soldado que se transforma em lobo. Este é o mais antigo registro existente, em literatura erudita, da história do Lobisomem. Nessa história  traduzida para o francês por M. Héguin de Guerle, Niceros narra a sua saída com um soldado, e seu companheiro; "em certa noite de Lua, tão clara como se fosse o meio-dia. Puseram-se a caminho ao primeiro canto do galo. Ao fim de uma estrada encontraram-se entre sepulturas. Subitamente, começou o soldado a conjurar os astros. Depois, despiu-se e colocou as roupas junto à estrada. Em seguida, urinou à volta delas e, nesse instante, transformou-se em lobo. Pôs-se então a uivar e embrenhou-se na mata. As suas vestes tornaram-se em pedras. Niceros, apavorado, saiu correndo e chegou à casa de Melisse. Esta, espantada por vê-lo ali a desoras, disse-lhe que, se tivesse chegado um pouco mais cedo, teria sido de grande valia; pois um lobo penetrara no curral e degolara todos os carneiros. Uma verdadeira carnificina! Mas, embora tivesse escapado, fora gravemente ferido no pescoço, por um criado. Intrigado e horrorizado, e como o dia já vinha clareando, voltou rapidamente pelo mesmo caminho. Ao passar pelo lugar onde as roupas haviam-se transformado em pedra, verificou que ali só restava sangue. Entrando no alojamento, encontrou o soldado estendido na cama; sangrava abundantemente e um médico o atendia, tentando estancar a hemorragia do pescoço. Foi então que percebeu tratar-se de um Lobisomem."

   Nos primórdios da era cristã, tanto Ovídio como Petrônio registraram que o Lobisomem era fruto de penitência, de castigo, ou era uma transformação voluntária e temporária, como acontecera ao soldado da história.

   Passagens bíblicas também relatam a transformação em lobo, como foi o caso do Rei Nabucodonosor que foi castigado a vagar em forma de lobo por Deus, há também passagens como em Deuteronômio. "Mandarei contra vós as feras do campo, que devorarão vossos filhos e matarão vossos animais. (Levítico. 26.22.)

   Mas se percebermos, todos foram na Europa. e nas Américas? aqui está nosso grande desfecho. a crença de lobos e homens já existia entre as tribos indígenas americanas, muito antes do contato com o povo Europeu. na América do norte, os licantropos eram controlados e ajudados por feiticeiros das tribos, na América do sul, não existiam lobos, então eles difundiram a crença de homens que se tornavam criaturas parecidas, e tinham a função de proteger as tribos e as florestas dos maus espíritos.
"na noite corre o ser da floresta, o protetor das águas, temente ao fogo, e fiel a tribo, homem com aparência de chacal. Kanima, solto, uiva pelas perdas, e rosna pela bravura que corre em suas veias.

   Outro conto, um dos mais antigos escritos conhecidos "A Epopéia de Gilgamesh", é um candidato provável. Nele, Gilgamesh recusa-se a ser amante da deusa Ishtar por causa do comportamento cruel dela com os seus pretendentes anteriores. Ishtar transforma um pastor de ovelhas, em um lobo, fazendo-o inimigo de seus amigos, de suas ovelhas e até mesmo de seus próprios cães.


   Ambos os escritos anteriores são antigos e sugerem que a ideia de homens se transformando em lobos tem habitado o mundo desde os primórdios da civilização humana. Além de antiga, a ideia é amplamente difundida. Na maioria dos lugares, se um lobo vive ou viveu em uma região particular, os contos folclóricos dessa região incluem os lobisomens. Nas regiões onde não existem lobos, as histórias falam de pessoas que se transformam em outros animais carnívoros. Histórias vindas de partes da África (em inglês) falam de pessoas que se transformam em hienas ou crocodilos. Nos contos folclóricos chineses, as pessoas se transformam em tigres, e em histórias japonesas, elas viram raposas. Algumas histórias russas descrevem pessoas que se transformam em ursos.

   Em todas essas histórias, os mutantes tendem a provocar medo. Tal medo surge de três fontes principais:

   O animal que a pessoa se torna é um carnívoro poderoso, grande - ele é assustador mesmo sem intervenção sobrenatural;
Ao sofrer a transformação, a pessoa vira algo que amedronta, não tendo como escapar;
Se a licantropia for transmitida por uma mordida, a vítima enfrenta a ameaça contínua de sofrer espantosas transformações indefinidamente se sobreviver ao encontro.

   A maioria das pessoas já ouviu algo sobre a caça às bruxas do século 16. Bem menos conhecida é a caça aos lobisomem que aconteceu no mesmo período. Uma crença comum era de que os lobisomens viravam sua pele ao avesso para retornar à forma humana, assim uma prática de investigação surgiu envolvendo a retirada e a colocação de volta da pele de uma pessoa para ver se havia mais pele por baixo.



sábado, 16 de janeiro de 2016

BÍBLIA SATÂNICA


   É fato irrefutável que a maioria das religiões estabelecidas ao longo dos séculos plantem suas bases filosóficas nos chamados livros sagrados. Como exemplos diretos temos a Torá, o Alcorão e a Bíblia Sagrada, mas ainda podemos citar o Bhavagad-Gita (que é reverenciado por budistas, hindus e brâmanes) e o Livro de Mórmon (um dos quatro pilares da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que narra a comunicação de Deus com os "antigos" habitantes do continente americano).  Apesar de toda a diversidade religiosa presente nestas obras, em sua maioria, elas são como cartilhas de boa conduta e elevação espiritual  em lugar do enaltecimento dos gozos terrenos e carnais. Um dos últimos compêndios a entrar no rol de livros sagrados versa exatamente ao contrário deste fluxo "do bem" e da ética moral se sobrepondo ao mal e à imoralidade. Estou falando da Bíblia Satânica.

   Antes de adentrarmos ao conteúdo da bíblia negra, é importante entender alguns elementos deste mistificado segmento religioso. Primeiro, destrua todo aquele seu arquétipo formado por tantos filmes de terror assimilados em películas de baixo orçamento, onde satanistas realizam rituais de adoração e cometem crimes em sacrifício ao chefão do inferno que deseja a danação dos humanos. Segundo, tenha em mente que a filosofia satânica remonta ao antigo setianismo egípcio. A palavra Satan é derivada de Set, que era o princípio da consciência e inteligência cósmica isolada no ser humano e seus sacerdotes eram os eruditos do Egito antigo, sendo Set referenciado no Livro dos Mortos (livro sagrado do Antigo Egito) como o deus egípcio mais poderoso. Em terceiro lugar, a figura chifruda e com cascos de bode que associamos à imagem de Satanás provém do deus celta Pan, um celebrador dos prazeres, da virilidade e da fertilidade.

   Por fim, é importante dizer que as organizações satânicas começaram a aparecer apenas em meados do século XIX, com grupos seletos e que buscavam apenas os pequenos prazeres da carne, sem nenhum alicerce filosófico, sendo que, a manifestação intelectual mais importante se deu com Aleister Crowley e seu Livro da Lei (apesar de muito adeptos da Thelema não admitirem a associação ao satanismo). Foi na década de 60 que o satanismo se estruturou com a criação da Church Of Satan (Igreja de Satã) e de um de seus dissidentes veio o The Temple Of Set (O Templo de Set). As duas vertentes são as principais linhas de pensamento satânicas até os dias de hoje e dão os rumos principais do segmento no mundo. A diferença básica entre as duas correntes de pensamento é que a Church Of Satan prega o fim de todo ser após a morte, ou seja, não existe uma responsabilidade espiritual a ser julgada postmortem. Ainda existe uma outra corrente satânica que se baseia no lendário grimório do Necronomicon, que foi popularizado pelo escritor H. P. Lovecraft e que tem sua existência contestada até os dias de hoje.

OBS : Não falarei sobre Anton LaVey pois ja falei sobre ele em um dos posts anteriores 


Algumas Considerações


   Em nenhum momento no decorrer do texto, a intenção foi de incitar a prática do satanismo, cuja filosofia, em sua maioria, caminha na contra-mão do que acredito ser um comportamento de um ser humano de bem (leia-se "de bem" longe do conceito religioso da expressão). A única finalidade desta postagem é sanar uma curiosidade que pode muito bem não ser somente minha, mas, às vezes, não sanada pelo medo oriundo dos seus tão arraigados dogmas religiosos, sendo simplesmente uma mostra de que o medo vem do desconhecimento.  Mas precisamos admitir dois pontos que são difíceis de encarar. Primeiro, muito do que é listado como dogma satânico é praticado por pessoas que se dizem fiéis às suas bases religiosas, digamos, do lado claro da força. Segundo, ao contrário de muitas religiões com filosofias opostas, o satanismo mostrou evolução intelectual, atingindo alto grau de linguagem moderna, sem abusar de alegorias incrustadas de múltiplas interpretações. Por opinião final, digo que um livro desta espécie, que não enaltece nada de sadio ao ser humano, mais parecido com um manual involução ética (que necessariamente não precisa crer em Deus para atingir um saudável evolução como pessoa), não deve ser temido, mas rejeitado com algo nocivo ao bem da sociedade, ASSIM COMO QUALQUER FANATISMO RELIGIOSO QUE CERCEIA A CAPACIDADE CRÍTICA E INTELECTUAL DO SER HUMANO!


Curiosidades


Relações Satânicas:

   A cultura pop esta infestada de referências ao satanismo nas suas mais diversas áreas de abrangência. Talvez, a que mais tenha ganhado notoriedade seja a banda americana Eagles, cujo título da canção Hotel California seria uma referência à Church Of Satan de LaVey. Alguns fanáticos afirmam que girando o disco ao contrário podem ser ouvidas mensagens vindas do inferno - acabei de fazer o teste e não ouvi nada demais e o máximo que senti foi medo de estragar meu raro LP. Outro hit roqueiro, a canção Sympathy For The Devil  foi, oficialmente declarada por seus compositores, inspirada na figura de Anton LaVey.  Naqueles idos, no final da década se 60, a banda Coven tinha real ligação estreita com o autor da bíblia satânica e teria incluído um ritual satânico completo em uma de suas canções.

   A voz máxima que bradava a mensagem da Igreja de Satã nos dias modernos foi, sem dúvida, Marilyn Manson, o Superstar Anticristo. O roqueiro escreveu o prólogo da última publicação da LaVey em meados da década de 90 e, mesmo não sendo membro da igreja satanista, ele se tornou um reverendo da ordem. A maior controvérsia entre as duas partes seria o uso de drogas, defendido por Mason e rechaçado fortemente pelos iniciados da Church Of Satan.

   O mundo do heavy metal sempre foi cercado de muita mística satânica (principalmente em vertentes mais extremas) e uma das mais influentes bandas do estilo, o Mercyful Fate, se valeu diversas vezes deste artifício. Mas, ao contrário do que acontece com diversas outras bandas, seu vocalista, King Diamond, é um admirador de LaVey, tendo mantido correspondência durante anos com muitos membro da Church Of Satan. Muitas canções, nos diversos álbuns da banda, trazem versos carregados da temática satanista e Into The Coven, Come To The Sabbath e The Oath tem rais ligações com a bíblia de LaVey.


Belzebu

   Já falamos sobre Azazel em nosso blog. Hoje trago para vocês Belzebu, Príncipe dos Demônios.
   Apreciem a leitura.


   Beelzebuth deformação do nome de uma divindade filistéia ou cananéia
: Baal Zebub ou Baal Zebul ou vulgo Belzebu, Príncipe dos Demônios, Senhor das Moscas e da pestilência, Mestre da Ordem, é conhecido principalmente como O Terceiro dos Três.

   Tem essa nomeação por ser o terceiro demônio mais poderoso do inferno, curvando-se somente perante Lúcifer e o próprio Shaitan, de Tenebras.

   Baalzebub é uma entidade amalgamada de outras duas poderosas entidades conhecidas da mitologia Cananéia e Fenícia:

   Este que reunido com grandes magos da Antiguidade, derrotou Zebub numa batalha épica que, por ter expandido suas forças no cosmo, abriu um abismo que sugou os dois deuses e os uniu em um só, o então “belth-zebul”. 

   Seu espírito foi arremessado ao inferno e lá perdurou na “fossa”, até ser resgatado por Shaitan. Seu poder excedia o poder de Zebub e do próprio Baal.

   Proclamou-se senhor da cidade de Dite, antes governada por Orcus.
Belzebu é o tenente dos exércitos infernais, estando directamente sob a autoridade de   Lúcifer, o imperador do Inferno.

   Belzebu é famoso pelo seu titulo: «Senhor das Moscas»;

manda moscas arruinarem a colheita e o povo de Canaã prestava-lhe homenagem na forma de uma mosca. Figura aterrorizante, enorme, preto, inchado, chifrudo, cercado de fogos e com asas de morcego. Milton, no Paraíso Perdido, descreve-o como um rei autoritário, cuja face irradia sabedoria.

   Belzebu é o  demónio que por excelência,  proporciona os mais famosos e acertados oráculos.

   Dizem alguns Grimórios e estudos demonologistas, que Belzebu é uma das três entidades que constituem profana a trindade dos infernos, aquela que se opõem á santa trindade dos céus. 

   A profana trindade seria assim constituída por Lucifer, Astaroth e Belzebu.

   Reza a historia, que Belzebu foi o responsável pela famosa possessão demoníaca de uma freira de nome irmã «Madalena de Demandoix», no convento de Aix-en-Provece – França

   Belzebu certamente consumiria todo o Universo com sua fúria, sendo talvez isso o que tentou expressar quando falou através de Calígula a famosa frase:

“Queria que o povo tivesse uma só cabeça, para corta-la de um só golpe!”