quarta-feira, 23 de março de 2016

Mitologia grega Pandora


Origem

   Na mitologia grega, Pandora ("a que possui todos os dons", ou "a que é o dom de todos os
deuses") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.

   Pandora era a filha primogênita de Zeus que, aos 9 anos de idade, recebeu de presente de seu pai o colar usado por Prometeu que foi retirado dele ao pagar a sua pena por roubar o fogo dos deuses. Pandora, então, arranjou uma caixa para pôr seu colar, a mesma caixa em que ela guardou a sua mente e as lembranças de seu primeiro namorado, cujo nome era Narciso. A caixa podia apenas guardar bens de todo o tipo, com exceção de bens materiais. Como o colar era um bem material, ele se auto-destruiu.

   Para Pandora o colar tinha valor sentimental, o que a fez chorar por muitos dias seguidos sem parar. Como a caixa guardava lembranças com a intenção de sempre recordar-las ao "dono", Pandora sempre se sentia triste. Tentou destruir a caixa para ver se ela se esquecia do fato, mas não funcionou, a caixa era fruto de um grande feitiço, que a impedia de ser destruída. Pandora então, aos 36 anos, se matou. Não aguentou viver mais de 27 anos com aquela "maldição".




Caixa de Pandora

   A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que
gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.


   Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutre Éton todos os dias,alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.


   Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Epimeteu acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade.





Interpretação

   Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesíodo não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (καλὸν κακὸν/kalòn kakòn).


   O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).


   A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior.


   Eles não viveriam o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.


   Um outro símbolo está inserido neste mito. A jarra (pithos) nada mais é que uma simples ânfora: um vaso muito grande, que serve para guardar grãos. Este vaso só fica cheio através do esforço, do trabalho no campo, seu conteúdo então simboliza a condição humana. Por conseqüência, será a mulher que a abrirá e a servirá, para alimentar a família.


   Uma aproximação deste mito pode ser feita com a Queda de Adão e Eva, relatada no livro do Gênesis. Em ambos os mitos é a mulher, previamente avisada (por Deus, na Bíblia, ou, aqui, por Prometeu e por Zeus), que comete um erro irremediável (comendo o fruto proibido, na Bíblia, ou, aqui, abrindo a caixa, ou jarra, de Pandora), condenando assim a humanidade a uma vida repleta de males e sofrimentos. Todavia, a versão bíblica pode ser interpretada como mais indulgente com a mulher, que é levada ao erro pela serpente, mas que divide a culpa com o homem.


   A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.






quinta-feira, 17 de março de 2016

Mitologia grega Scylla

   Scylla ou Cilla em grego era uma ninfa que foi transformada em monstro marinho por ciumes.
Sua história começa quando Glauco um monstro marinho horrendo se apaixona pela maravilhosa ninfa Cilla, perdidamente apaixonado por sua beleza Glauco implora por sua atenção, mas por medo da aparência da criatura a ninfa se põe a fugir de tal forma que o monstro não à encontraria em nenhum dos quatro cantos do mundo ou nem mesmo percorrendo os sete mares. Desiludido e inconsolável Glauco procura por Circe uma feiticeira e pede sua ajuda a feiticeira promete ajuda, mas fica atraída por Glauco e se apaixona loucamente pelo monstro, sabendo do seu amor pela ninfa a bruxa encontra o local onde a ninfa costumava se banhar e coloca um feitiço na água quando a ninfa entra na água senti que algo esta estranho vê as bestas ao seu redor então pondo se a correr ela cai em si e percebe que as bestas fazem parte de seu corpo. Em suas lamúrias é encontrada por Glauco e corre para pedir sua ajuda, mas Glauco ao ver o monstro a qual a ninfa se transformará se afasta e diz que não a amará. A ninfa que já não era amada e já não possuía sua beleza, pôs se a esconder-se amargurada.

   E passou a aparecer a noite, nos portos da Grécia antiga, em forma de uma mulher coberta por um enorme véu em posição de oração. Quando os navegantes a viam, encantados por sua beleza, se aproximavam e no momento que estavam muito próximos, suas 6 bestas que se escondiam sobre o véu os atacavam, sendo elas: a águia, o lobo, a serpente, o morcego, o urso e a abelha. Esta foi a forma de vingança que Cila achou por não ter mais sua beleza e alguém que a amasse...
Dizem que quando Enéas estava retornando para a Grécia da guerra de Tróia, ao passar pelo estreito onde Scylla costumava ficar, ele a viu se transformando em um rochedo muito íngreme, tamanha era sua amargura, reza a lenda que até hoje o rochedo permanece no mesmo lugar.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Automutilação

    Oi como vai você? Bem ou mal?
-Eu estou sempre mal.
O que você faz para aliviar a sua dor?
-Eu me corto
Tenho 15 anos, desculpe, mas não posso dizer meu nome.
Pratico a automutilação há quase seis meses com uma gilete
-Comecei com um corte pequeno no braço esquerdo, não muito fundo, mas o suficiente para sentir o alivia em ver o sangue escorrer...
-Depois fiz outros cortes, um deles foi um pouco mais fundo, e demorou a cicatrizar e minha mãe perguntou o que era aquilo.
-Eu disse a ela que tinha me arranhado na escola quando cai. Ela acreditou e eu continuei a sofrer em silêncio...
-Eu só contei a três amigos... Todos me pediram para parar
Juro para vocês que eu tentei, mas era como se meu corpo pedisse a lâmina, e tudo o que acontecia ao meu redor, não me dava escolhas...
-Em uma discussão com minha mãe, uma briga com meu amigo e lá se ia toda minha força...
-Terminei o testo que a professora havia passado e pedi pra ir ao banheiro. Levei meu celular, onde escondo as lâminas. Minha amiga que sabia dos cortes disse para eu não levar o meu celular, disse para eu não me cortar, mas eu não dei ouvido, mais uma vez eu me cortei! Quando voltei, fui ate minha carteira quase no fundo da sala, e chorei em silencio...
-Uma das amigas que sabia dos cortes, contou a minha melhor amiga. Minha melhor amiga ficou chateada comigo, e disse que eu não tinha motivos, que era pra eu parar com aquilo.

   Mas eu tenho motivos:

-Minha vida imperfeita e problemática
-O bullyng que sofro por ser gorda
-Minhas constantes discussões com todos

   Vocês devem ter perguntado, “porque você liga pro bullyng”?

   Eu ligo, sofro com isso desde os sete anos, me tornou frágil e quebradiça com qualquer tipo de brincadeira. Todos me julgam  a minha mãe e família...

-Não posso ficar sozinha.
-Eu preciso de ajuda!

   Fizeram-me prometer que eu nuca mais iria me cortar...
Eu prometi a três pessoas:
-Minha melhor amiga
-Minha amiga que sabia dos meus cortes
-E a você Morte mesmo sem te conhecer
-Mas eu quebrei essa promessa, e não suportei a dor...

   Infelizmente, não estou conseguindo mais parar...
Por isso estou mandando essa mensagem para vocês do canal SobreviventesDoTerror pois seus vídeos me ajudam a não fazer
Então fica aqui uma mensagem se você não se corta, mas pensa em fazer um único corte, NÃO FAÇA!!!
Nunca faça o primeiro corte
Você pode não conseguir mais parar, mesmo que tenha motivos, alivie se com outra coisa, NÃO SE CORTE.

   Beijos Tia Lilith, Anjo e Morte sem vocês não sei se estaria aqui hoje

Fonte: Envido por uma menina que é fan do nosso trabalho 



sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cavaleiros do Apocalipse


   Após contemplar toda a estrutura da organização celestial de Deus, João vê em sua mão direita um rolo  com sete selos Em seguida Jesus Cristo tira o rolo da mão direita daquele que está assentado sobre o trono.


   Esses cavaleiros começam sua cavalgada por ocasião da abertura do primeiro desses "sete selos" e a cada selo aberto um cavaleiro aparece no total de quatro. Há interpretações que associam esses eventos com os descritos nas visões do profeta Daniel que se iniciam no final das 70 semanas e cavalgam até a Grande tribulação findando no Armagedom.


Peste



   Ele é o mais Seguido de todos,onde o profeta reúne seu "rebanho" e segue após ser "coroado", travando batalhas contra seus inimigos.
Este cavaleiro faz pensar nos partos ("Feras da terra"), cuja arma característica era o arco, terror do mundo romano no século I

" E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória. "




Guerra



   O Cavaleiro do Cavalo Vermelho, que tem uma Grande Espada, símbolo das guerras sangrentas. Acredita-se que o mesmo representa os flagelos, os meios pelos quais "Deus" castigaria e oprimiria os adoradores da besta e do falso profeta.

" E saiu outro, um cavalo vermelho; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada."




Fome



   O Cavaleiro do Cavalo Negro, carrega consigo uma Balança e traz com isso, segundo uns, a justiça (proteção aos justos), segundo outros (a maioria dos estudiosos) o colapso econômico e a fome, pois a balança seria símbolo dos alimentos racionados e dos preços exorbitantes.

" E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz como que no meio das quatro criaturas viventes dizer: "Um litro de trigo por um denário, e três litros de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho."





Morte



   O Cavaleiro do Cavalo Baio (amarelo-esverdeado: a cor do cadáver que se decompõe), traz consigo a morte, a privação do plano terrestre, sendo ele o último cavaleiro.

   A tradição popular perpetuou a ideia de que este último animal seria uma égua esquálida e não um cavalo. A citação do Inferno que a acompanha é, tradicionalmente, representada pelo Leviatã a engolir as vítimas, destinadas à morte eterna.

" Então ouvi a quarta Criatura:"Venha" e apareceu um cavalo baio, o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto."








sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Solidão de um quarto


   Todos os dias quando chega a noite é o momento onde eu me sinto eu mesma.
Onde posso navegar em minhas imaginações, procurando um lugar em que eu possa viver.
Sem tantos sentimentos que apenas me machucam, pessoas que de verdade não sabe minha dor.
Então me fecho em um quarto onde lá está tudo que preciso.

   Pra continuar nessa vida sem sentido, e quando penso que vou dormir me espanto com o claro de mais um dia,
Cheio de coisas que de verdade não eram pra existir.
Porque estou aqui? As vezes me pergunto, e como sempre sem resposta alguma continuo a seguir, sem nenhum motivo verdadeiro.
E novamente a noite chega e mais uma vez me isolo nesse quarto que é apenas um refugio de muitos dias sem sentido pra acontecer.

   E nos dias seguinte ao me levantar, olho pela a fresta da janela uma imagem meio que anormal, alguém sentado no batente de uma calçada em frente minha casa e percebo que há algo estranho naquele ser, eu me levanto de presa pra o observar melhor e ao vê-lo mais de perto, percebo que era ele que eu estava a procurar todos os dias em minha chata existência na terra de seres sem vida própria. Vivendo por apenas um objetivo claro, ganância.
E esse ser de cabeça baixa e nem se quiser me olhou ainda, me faz imaginar que eu tinha que está aqui por ele e não por nada materialista.
Você veio me buscar? Pergunto a ele. E nada dele me responde.

   E continuo a olhar fixamente pra ele e nada de ele reagir.
Horas depois me chamam pra casa e infelizmente me despeso dele e ele nem se quiser me olha.
Tive que entrar e continuar aquele mesmo roteiro de todos os dias, a noite chega e ele some ao olhar mais uma vez na fresta da janela.
Vi que ele havia ido, entrei em desespero e sem poder sair de minha solidão que na verdade era aquele quarto isolado.
Fiquei desesperada, e dias se passaram eu ali e ele sem aparecer, decido saber quem de verdade era aquele ser misterioso, que pra mim era meu amor anormal.

   Pesquisei em sites, jornais locais e contei a pessoas próximas o ocorrido e nada de eu saber quem era ele.
Então dias se passando e nada de ele aparecer, desisto de minhas buscas e de viver aqui sem ele.
Então em meu quarto de solidão em um dia chuvoso, escuro e sem sequer uma luz, desisto de viver e entro em algo profundo que naquele momento seria minha morte, e é quando ele aparece na minha frente, e fala bem baixinho, Eu sou o anjo que a guarda todos os dias e vim te dizer que você precisa de sua existência na terra pra da continuidade  a sua vida após a morte.

   Você reluz esperança mesmo envolvida em tanta tristeza, saiba que à um mundo que mesmo sendo escuro é um paraíso, não se vá porque você me pertence da mesma forma que eu a você.
E naquele momento só queria poder abraça-lo e ao me aproximar ele apenas some e ao olhar pela fresta da janela es que ele surge novamente sentado no batente da calçada em frente em minha casa e eu continuo aqui em minha solidão todos os dias, mais na espera de que ele possa fazer parte de minha vida, mais isso não será hoje e nem no futuro próximo. Porque ele é um anjo e eu apenas uma mortal.


                                  Confira o nosso vídeo sobre essa creepypasta



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Mitologia - Centauros

 
   Na mitologia grega, o centauro (em grego Κένταυρος, Kentauros, "matador de touros", plural
Κένταυρι, Kentauri; em latim Centaurus/Centauri) é uma criatura com cabeça, braços e dorso de um ser humano e com corpo e pernas de cavalo.

   Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os Lápitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodâmia no dia da sua boda com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion.

   A origem dos centauros tem a ver com uma contenda ocorrida entre os deuses olímpicos Íxion, Hera e Zeus. Certa vez, Íxion se apaixonou pela deusa Hera, esposa de Zeus, e por isso tentou estuprá-la. Incomodada com o ocorrido, ela contou a Zeus sobre o comportamento de Íxion esperando que alguma providência fosse tomada. Procurando averiguar o relato da esposa, Zeus esculpiu com nuvens uma estátua de Hera e a colocou perto de Íxion para observar qual seria a sua reação.

   Ao pensar que a estátua realmente fosse a deusa Hera, Íxion começou a se vangloriar por ter ultrajado uma divindade olímpica. Imediatamente, Zeus prendeu o perverso Íxion em uma roda de fogo que girava infinitamente e depois o lançou no Hades, que representava o inferno na mitologia grega. A nuvem que fora violentada por Íxion deu origem a Kentauros, que deu origem aos primeiros centauros após se enlaçar com algumas éguas magnesianas.

   Outros relatos mitológicos contam que alguns centauros eram frutos do relacionamento das divindades. O centauro Quíron, por exemplo, era filho do deus Cronos e de Filira, filha do Oceano. Contrariando sua própria espécie, geralmente bastante impulsiva e violenta, Quíron teria, ao longo de sua vida, aprendido diversas habilidades ao ser educado pelos deuses Apolo e Diana. Entre outras habilidades este centauro teria profundo conhecimento sobre caça, medicina, botânica, música e futurologia.

   A mais famosa lenda grega sobre os centauros conta sobre a batalha dos Lápitas e Centauros. Conforme o relato, Enomau, o rei de Pisa, era pai de uma bela princesa chamada Hipodamia, a quem havia prometido sua mão em casamento para aquele que conseguisse derrotá-lo em uma corrida de carros. Após vencer e matar vários oponentes, o rei foi trapaceado por Pirítoo, que conseguiu vencer a corrida após o cocheiro Mirtilo ter danificado as rodas do carro real.

   Na organização da festa de casamento, vários centauros foram convidados para participar do evento que consagraria a união entre Pirítoo e a belíssima princesa Hipodamia. Contudo, durante a celebração, o centauro Eurítion ficou embriagado e tentou violentar a princesa. Seguidamente, outros centauros também tentaram fazer o mesmo, dando início a um grande conflito contra os humanos. As criaturas que sobreviveram ao conflito saíram em debandada da região da Tessália.

   Na interpretação das alegorias mitológicas, o centauro tem a importante capacidade de salientar o conflito entre a razão e a emoção. Sendo a parte superior de seu corpo humana, teria a capacidade de refletir sobre os seus atos. Em oposição a essa característica racional, a parte inferior de seu corpo representaria a violência física e os impulsos sexuais


Curiosidades


   Na série de livros de C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, os centauros são retratados como
criaturas sábias e nobres. Eles são observadores de estrelas, tem o dom da profecia e da cura, e gostam de guerrear, uma raça feroz e valente, sempre fiel ao Alto Rei Aslan, o leão.

   Na série de J.K. Rowling, Harry Potter, os centauros são retratados como seres inteligentes e orgulhosos. Centauros vivem na Floresta Proibida perto de Hogwarts. Embora diferentes daqueles observados em Nárnia, vivem em sociedades chamados rebanhos e são hábeis na arte da cura, no uso de arco e flecha, possuem o dom da profecia e praticam a astrologia. Apesar das representações no cinema, que incluem seres muito animalescos, com certas características faciais, a reação das meninas de Hogwarts para Firenze sugere uma aparência mais clássica.

   Na série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan, eles são vistos como os festeiros que usam muita gíria americana e são considerados selvagens e sem civilização. Quíron é mais como os centauros clássicos (da mitologia grega), fiel, sendo treinador dos heróis, qualificados no tiro com arco e sábio.

   Na série Fablehaven, de Brandon Mull, os centauros são retratados como um grupo orgulhoso e elitista de seres que se consideram superiores a todas as outras criaturas. No quarto livro, também tem uma variação da espécie chamada de Alcetauro, que é parte homem, parte alce.

   No livro de Michael Ende, A História Sem Fim, há Cairon, um centauro sábio. Centauros são vistos no filme Fantasia (Disney), de 1940.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O tabuleiro Ouija

 
   Tabuleiro ouija ou tábua ouija é qualquer superfície plana com letras, números ou outros símbolos em que se coloca um indicador móvel. Foi criado para ser usado como método de necromancia ou comunicação com espíritos.

   Os participantes colocam os dedos sobre o indicador que então se move pelo tabuleiro para responder perguntas e enviar mensagens dos supostos espíritos. Há um jogo de tabuleiro registrado no Departamento de Comércio norte-americano com o nome de Ouija, mas a designação passou a ser usada para caracterizar qualquer tabuleiro que se utilize da mesma ideia.

   No Brasil há uma variante conhecida como a brincadeira do copo ou o jogo do copo, em que um copo faz as vezes do indicador para as respostas. Existem também apoios para a utilização de lápis durante as sessões.





A origem


   Comunicação com os espíritos sempre existiu de uma forma ou outra, basta pegar os manuais de
invocação que você encontra em livros como São Cipriano, mas quem se comunicava eram os bruxos e estudiosos do assunto. Em 1848 tudo mudou, pois uma família comum de um vilarejo próximo à cidade de Rochester, estado de Nova York, chamado Hydesville começou a se comunicar com os espíritos através debatidas (raps), conseguindo respostas como 'sim' e 'não' para as perguntas. A notícia se espalhou e desse episódio surgiu o espiritismo moderno.

   No dia 11 de dezembro de 1847, a família do Sr. John D. Fox mudou-se para um vilarejo próximo a cidade de Rochester, estado de Nova York, chamado Hydesville, para uma casa que a vizinhança e os antigos moradores diziam ser mal-assombrada. O Sr. Fox tinha três filhas, sendo que, Margaret (também chamada de Maggie) (1833-1893) e Kate (1837-1892) moravam com ele e a outra filha, Leah (1814-1890), morava em Rochester.

   Durante quatro meses que a família esteve morando no lugar, eles puderam ouvir batidas e alguns arranhões. No inicio os eventos eram raros, mas em Março de 1848 as batidas na parede de madeira da casa passaram a ficar mais intensas, acontecendo várias vezes ao dia e com extrema violência. Móveis começaram a ser arrastados, o que deixou a família Fox muito assustada, especialmente as duas filhas do casal. No dia 31 daquele mês, Kate, que não aguentava mais a situação, resolveu desafiar a entidade, ela bradou em alto e bom tom que iria bater palmas, e que a entidade tentasse repetir com golpes contra a parede. A entidade passou então a repetir com golpes o que a jovem fazia com palmas. Isso levou os Fox a acreditarem que a entidade era dotada de inteligência, e passaram a realizar outros contatos, onde as irmãs faziam alguma pergunta a qual a entidade responderia "sim" com duas pancadas e "não" com uma pancada.

   Dessa forma as interações entre os Fox e a entidade levaram a família a descobrir que o espírito teria pertencido a um mascate que tinha sido assassinado naquela casa há cinco anos e enterrado ali mesmo.

   Excitados com esse acontecimentos, a família Fox chamou alguns vizinhos na mesma noite para testemunhar os acontecimentos. Na presença deles ela continuou conversando com o mascate e descobriu seu nome, Charles B. Rosma, e detalhes de sua vida.

   A notícia se espalhou rapidamente, e muitas foram as pessoas que rumaram para a casa da família Fox afim de ver, ou ouvir, por si mesmos os eventos estranhos que estavam acontecendo no local.

   Para facilitar a comunicação foi criado um sistema onde o número de batidas seguidas correspondia a letras, sendo um batida = A, duas batidas = B, e assim por diante. Esse processo não era muito otimizado e gerava vários erros de interpretação, além de ser difícil relacionar letras e batidas quando se está na empolgação de um evento como esse. Assim começou-se a procurar métodos para facilitar a comunicação.

   Bolaram então a planchette, que nada mais era do que uma base em forma de coração com rodinhas e um lápis acoplado, na qual o médium apoiava sua mão. Tornou-se bastante popular em 1860. Só tinha um problema: ninguém conseguia entender os garranchos que eram escritos!

   Foi então desenvolvido o Tabuleiro Falante, que tinha as letras do alfabeto, sim, não, números e boa noite (havia variações). Funcionava assim: duas pessoas sentavam de frente e apoiavam o tabuleiro sobre as pernas. Pegavam a planchette e ela deslizava pelo Tabuleiro Falante. Bem mais prático! Com o tempo, as pessoas foram trocando a planchette por um simples copo.

   Há também fontes que afirmam que o princípio tabuleiro desse tipo teria sido aperfeiçoado por um espiritualista chamado M. Planchette, que teria inventado o indicador de madeira, que é utilizado até hoje, por volta de 1853. O indicador é chamado de planchette em sua homenagem.

   Assim, em 1898, Charles Kennard, William Fuld o Ouija Board (tabuleiro Ouija). Foi um sucesso. Era vendido como brinquedo e quase toda casa americana tinha um.

   Quem não tinha uma tábua Ouija e não tinha dinheiro para comprar, deu um jeito e bolaram a famosa brincadeira do copo. Existem até algumas variantes que simplificaram ainda mais o tabuleiro, como o jogo da caneta e do compasso.

   A comunicação com os espíritos continuou a sua evolução e temos o uso da tecnologia a nosso favor, como a Transcomunicação Instrumental e os FVEs. (fenômenos de voz eletrônicas).



Dicas:



   Crie o ambiente! Acenda uma vela, apague todas as luzes, conte umas histórias de quem fez antes a brincadeira. 

   Crie um clima para o que vai fazer. Se fizer no meio da tarde ouvindo uma música agitada não vai ser a mesma coisa.

   Não faça perguntas do tipo "O Gustavo gosta de mim", "Quando vou morrer", "A Karina vai na escola amanhã?". O espírito não tem como saber disso, ele não é um oráculo!

   Faça perguntas objetivas! Imagina o trabalho que seria para responder: "O que vai cair na prova amanhã?". Seja objetivo!

   Não irrite o espírito e nem peça sinais físicos, como pedir para ela abrir a porta ou fazer ventar. Concentre-se no copo mexendo.

    Não vá fazer a brincadeira em estado alterado de consciência, ou seja, bêbado ou drogado! A chance de um espírito ruim vir "conversar" com vocês será bem grande.



                Confira o vídeo a baixo, para saber mais um pouco sobre o assunto.